Economia

Bom desempenho do comércio ajuda a puxar o PIB paulista


Setor teve o desempenho mais favorável no ano com expansão de 3,3%, seguido por serviços (3,1%) e construção civil (2,6%), segundo levantamento da Fundação Seade


  Por Redação DC 11 de Dezembro de 2019 às 12:41

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A Fundação Seade revisou as projeções de crescimento da economia paulista para 2019 e 2020 com base na nova série de dados do Produto Interno Bruto (PIB). No terceiro trimestre de 2019, observa-se uma melhora da atividade, com avanço de 0,1% do PIB do Estado em relação ao segundo trimestre, considerado o ajuste sazonal, e a taxa de crescimento anual de 2,0%.

Com esses resultados, as projeções de crescimento da economia paulista para 2019 foram atualizadas, com máxima de 2,3%, média de 2,1% e mínima de 1,9%. 

O comércio permanece com o desempenho mais favorável, com expansão anual de 3,3%. segundo o levantamento. Outro aspecto a ser destacado é a recuperação da construção civil no Estado de São Paulo, cuja taxa anual alcançou 2,6% no terceiro trimestre, refletindo a expansão do mercado  imobiliário para estratos mais elevados de renda.

Já os serviços, setor de maior peso na economia paulista, avançaram 0,6% na passagem do segundo para o terceiro trimestre, com ajuste sazonal, e taxa de 3,1% no acumulado dos 12 meses finalizados em setembro. Porém, cabe ressaltar que o comércio permanece com o desempenho mais favorável, com expansão anual de 3,3%.

A indústria ainda apresenta desempenho com taxas ligeiramente negativas. Entre o segundo e o terceiro trimestre, com ajuste sazonal, foi registrada uma queda de 0,2%. Em termos anuais, a taxa observada foi de -0,1%. Entretanto, pode ser notado um certo alívio na retração da indústria de transformação, com melhoras nos segmentos de alimentos, refino de petróleo e máquinas e equipamentos.

No que se refere ao conjunto da economia brasileira, as projeções para 2019 também evoluíram positivamente, passando de 0,7% para 0,9%. O diferencial da economia paulista em relação à brasileira decorre do desempenho dos serviços, do comércio e da construção civil.

PROJEÇÕES PARA 2020

No que concerne ao conjunto das economias paulista e brasileira, na ausência de alterações de fatores decisivos, seja na política econômica, seja no cenário internacional, há uma grande probabilidade de convergência das taxas de crescimento em 2020.

Alguns fatores devem ser ponderados em relação a essas projeções. Pelo lado externo, a maior incerteza e a desaceleração da economia mundial vêm sendo confirmadas, atingindo importantes mercados, como a China. Porém, um peso maior deve ser conferido à crise argentina, dada a pauta de exportações para este país, bastante concentrada em produtos industriais, em especial automóveis – questão de grande importância para a economia paulista.

No que tange aos fatores internos, a gravidade do quadro fiscal impede a realimentação da recuperação da atividade por meio do gasto público e os impactos positivos das liberações de saques do FGTS podem vir a se dissipar ao longo do primeiro semestre de 2020.

De acordo com a Fundação Seade, a revisão é resultado dos dados definitivos do PIB para 2017, calculados em parceria com o IBGE, da atualização dos pesos para os setores de atividade e de nova metodologia para o cálculo do setor financeiro. 

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