Economia

Boa Vista: menos de 30% dos consumidores irão presentear as mães


Mesmo assim, as expectativas dos empresários, especialmente dos microempreendedores, são positivas para a data


  Por Redação DC 07 de Maio de 2021 às 12:41

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Pesquisa realizada pela Boa Vista mostra que apenas 28% dos consumidores brasileiros pretendem fazer compras para presentear nesse Dia das Mães, marcado para o próximo domingo. O nível verificado nesse ano manteve o patamar registrado em 2020.

A diminuição de renda é a principal justificativa para esse comportamento, apontada por 34% dos entrevistados, além da necessidade de redução de gastos, mencionada por 24% deles.

Entre os motivos relatados também estão endividamento, citado por 18% dos consumidores, desemprego (13%) e o costume de não fazer compras em datas como essa (11%).

“Os impactos da pandemia na economia brasileira e na confiança do consumidor se mantêm, e a pesquisa corrobora isso, principalmente ao observarmos os motivos para a baixa intenção de consumo nesse Dia das Mães, como queda na renda, necessidade de redução de gastos, endividamento e desemprego”, afirma Flavio Calife, economista da Boa Vista.

A pesquisa da Boa Vista mostra que, entre os 28% de consumidores que pretendem presentear a mãe, 83% deles gastarão a mesma quantia ou menos neste ano, não ultrapassando a faixa de valor de R$ 200.

O ticket médio pretendido será em torno de R$ 182,00. O valor é maior do que o verificado no Dia das Mães de 2020, cerca de dois meses do início da pandemia, quando o ticket médio para este tipo de consumo ficou em R$ 120,00

Itens de uso pessoal, como vestuário, calçados, cosméticos e acessórios, ainda estão entre as categorias mais procuradas para presentear, sendo citados por 37% dos consumidores (um ano antes, estes produtos eram citados como os preferidos por 45%).

Ainda assim, produtos eletrônicos e de informática, como TV, DVD e computador, ganham força na comparação com o verificado no ano passado, com 18% das menções de intenção de compra, enquanto em 2020, a categoria havia sido mencionada por apenas 1% dos entrevistados.

Qualidade de marca e preço são os atributos mais considerados no momento de decisão do presente, sendo citados por 28% e 26%, respectivamente.

Ainda segundo o levantamento, 93% dos consumidores acreditam que os gastos realizados em compras on-line aumentaram. Mesmo assim, 62% pretendem fazer as compras do Dia das Mães desse ano de forma presencial e 38% farão suas compras de forma on-line. Destes, 78% informam já terem este hábito, independente da pandemia.

A pesquisa da Boa Vista foi feita por meio de entrevistas on-line, realizadas entre 15 e 27 de abril, com consumidores que buscaram informações e orientações no site Consumidor Positivo da Boa Vista (www.consumidorpositivo.com.br), bem como consumidores do mercado em geral. Contou com a participação de aproximadamente 500 respondentes, considerando homens e mulheres representantes das diferentes classes sociais e regiões do país.

MICROEMPRESÁRIOS ESTÃO OTIMISTAS 

Outro levantamento da Boa Vista mostra que 66% dos pequenos e microempresários brasileiros dos setores do Comércio e Serviços estão otimistas com as vendas para o Dia dos Mães e acreditam que as vendas serão iguais ou melhores em relação ao registrado na mesma data em 2020.

O levantamento também afirma que 62% esperam realizar a maior parte das vendas por meio do atendimento presencial, reflexo da gradual reabertura das lojas físicas de Comércio e Serviços.

De acordo com o estudo, o setor de alimentos e bebidas é o que espera registrar maior volume de vendas na data, seguido pelo varejo de itens de uso pessoal e de eletrônicos.

Dentro desse cenário, 43% dos empresários têm a pretensão de investir na promoção do Dia das Mães, independente de considerá-la relevante. Este percentual aumenta para 60%, entre aqueles que acreditam na relevância das datas comemorativas.

O otimismo dos empresários não se limita ao Dia das Mães – 46% esperam a retomada econômica para o médio e longo prazos e 47% esperam que o ritmo normal das vendas retorne em até 1 ano. Entretanto, outros 10% consideram que irão voltar ao patamar ideal de vendas somente após 3 anos.

Ainda na opinião destes empresários, 40% esperam pela diminuição da carga tributária, assim como no avanço do programa de vacinação e incentivos para a abertura de novos empregos. Acreditam ainda na diminuição da burocracia para acesso ao crédito.

A pesquisa ouviu, entre abril e maio de 2021, mais de 300 pequenos e microempresários empresários brasileiros, representantes dos setores do comércio e de serviços.

 

IMAGEM: Thinkstock





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