Economia

Banco Central planeja reduzir ainda mais meta da inflação em 2018


Ao Financial Times, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse que a trajetória da inflação é descendente e convergir para a meta em 2017 está "completamente ao nosso alcance"


  Por Estadão Conteúdo 13 de Julho de 2016 às 10:19

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, sinalizou em entrevista ao jornal britânico Financial Times o desejo de que a meta de inflação brasileira seja reduzida após 2018.

Goldfajn também disse à publicação que uma de seus objetivo no cargo é reduzir o estoque de swaps cambiais do atual patamar - próximo de US$ 60 bilhões - para zero e contar mais com as reservas internacionais para oferecer confiança ao mercado de câmbio.

Goldfajn repetiu ao jornal britânico que a trajetória da inflação é descendente e convergir para a meta em 2017 está "completamente ao nosso alcance".

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Uma vez com a inflação em 4,5%, o presidente do BC defende que o Brasil deve considerar uma meta menor após 2018. Ao jornal, Goldfajn disse que não acredita que 4,5% seja a meta de equilíbrio de longo prazo para o Brasil.

Na entrevista, o presidente do BC também defendeu a alteração de algumas condições do mercado de câmbio. Goldfajn citou que um de seus objetivos à frente do BC é reduzir o estoque de swaps cambiais que atualmente estão em torno de US$ 60 bilhões para zero. Nessa estratégia, o economista defende que o Brasil conte mais com as reservas internacionais de US$ 370 bilhões para oferecer confiança aos mercados.

Goldfajn disse que é "saudável" reduzir o estoque de swaps cambiais e argumentou que o uso desse instrumento gera a percepção de maior vulnerabilidade à depreciação cambial e também a sensação de que o Banco Central intervém muito no mercado. "Eu acho que é saudável que você mantenha apenas as reservas no balanço", disse.

O presidente do BC também afirmou ao Financial Times que o governo do presidente em exercício Michel Temer prepara uma emenda constitucional para dar "autonomia operacional" à instituição.

FOTO: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom