Economia

Banco central dos EUA terá cautela para definir juros


Stanley Fischer, vice-presidente do Fed, diz que instituição vai considerar impacto em mercados emergentes


  Por Estadão Conteúdo 11 de Outubro de 2015 às 17:42

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Stanley Fischer, vice-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), disse hoje (11/10) que o banco central norte-americano está tendo uma abordagem cautelosa nas suas deliberações sobre o aumento das taxas de juros, ao considerar o desenvolvimento no exterior, bem como o efeito do aumento das taxas nos mercados emergentes.

Para ele, pode ter havido mais influência atualmente nas declarações do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do que era comum no passado.

"Isso é natural dada a crescente influência da economia externa na economia dos Estados Unidos, tanto nas importações e exportações, como no desenvolvimento da conta de capital".

Fischer falou em reunião do Grupo dos 30, organização privada que ocorre paralelamente à reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial e do G-20.

Economistas esperavam que o Fed elevasse as taxas de juros em setembro, mas turbulências no exterior levaram o Fed a manter as taxas. Desde então, há indícios de que um aumento ocorra até o final do ano.

Fischer não atualizou as projeções, apenas disse que o Fed prosseguirá com cautela e citou os números de emprego divulgados este mês, com ganho líquido de 143.000 postos de trabalho.

"Relatórios recentes de emprego têm sido um pouco decepcionantes e, como sempre, nós estamos acompanhando de perto seu desenvolvimento e como pode afetar nossas perspectivas para a economia, além dos riscos associados".

Na avaliação de Fischer, o Fed está ciente de que as decisões podem repercutir em todo o mundo. Maiores taxas de juros podem fortalecer o dólar e, assim, provocar uma saída de recursos em países emergentes, elevando a inflação nestas regiões.

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