Economia

Atividade econômica recua 0,76% em agosto


Indicador antecedente ao PIB, elaborado pelo Banco Central, mostra que a recessão se apronfunda, com uma retração de 4,47% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2014


  Por Redação DC 16 de Outubro de 2015 às 14:44

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O indicador antecedente ao PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas do país) mostra que a economia continua em retração.

Trata-se do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que apresentou queda de 0,76% em agosto, na comparação com julho. Esse dado é dessazonalizado (ajustado para o período). 

Em agosto, comparado ao mesmo mês de 2014, houve uma retração de 4,47% na economia, de acordo os dados sem ajustes, pois a comparação é feita entre meses iguais.

De acordo com os dados revisados em julho, comparado ao mês anterior, a atividade econômica ficou praticamente estável (-0,01%). Neste ano, houve crescimento somente em maio (0,03%) e em fevereiro (0,57%).

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira a cada mês. Mas o indicador oficial sobre o desempenho da economia é o PIB, elaborado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e divulgado trimestralmente. Na avaliação do mercado financeiro, o PIB deve ter queda de 2,97%, este ano.

Outro indicador, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e pela instituição The Conference Board (TCB), também revelou que houve retração econômica de 1,4% em setembro.

QUEDA PUXADA PELAS REGIÕES NORTE E CENTRO-OESTE

As regiões Norte e Centro-Oeste levaram o indicador do Banco Central a registrar queda de julho para agosto.

No Norte, houve perda de 0,82% da atividade de julho para agosto na série dessazonalizada, saindo de 158,50 pontos para 157,20 no período. Na série observada, o recuo foi de 0,43%, com o indicador saindo de 163,01 para 162,31 pontos no período.

No Centro-Oeste, a baixa foi de 0,20% na margem pela série dessazonalizada, passando de 147,45 para 147,16 pontos. Na série observada, pelo mesmo período de comparação, o índice caiu de 160,31 para 148,03 pontos, o que levou a um recuo de 7,66%.

Sudeste, Nordeste e Sul registraram crescimento na margem em agosto na comparação com o mês anterior. Os dados regionais foram atualizados nesta sexta-feira (16/10) pelo Banco Central.

Já o indicador da Região Sudeste teve alta de 0,76%, passando no período de 141,38 para 142,45 pontos na série com ajuste sazonal. Na série observada, porém, a queda foi de 0,63%, já que o IBC-SE passou de 146,82 para 145,90 pontos na margem de julho para agosto.

No Nordeste aconteceu o mesmo fenômeno: o índice subiu no período de 149,42 para 149,71 pontos, o que resultou em uma elevação de 0,19% na margem pela série dessazonalizada. Já na série observada, houve queda de 1,85%, com o IBC-NE passando de 152,33 para 149,51 pontos.

No caso da Região Sul, a alta de julho para agosto foi de 0,31%, com o índice subindo de 140,30 para 140,73 pontos no período. O IBC-S da série observada também aumentou de um mês para o outro (de 135,56 para 136,21 pontos). Com isso, a elevação na margem por essa avaliação foi de 0,48%.

O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

RECUO DE 1,4% EM SETEMBRO

O Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace) para o Brasil, que agrega componentes econômicos para medir a atividade econômica do país, caiu 1,4% em setembro, para 86,2 pontos.

O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e pela instituição The Conference Board (TCB).

Segundo o levantamento, seis das oito variáveis integrantes do indicador contribuíram negativamente para o resultado em setembro: os índices de Expectativas do Consumidor, da Indústria, do Setor de Serviços, a Taxa Referencial de Swaps, o Índice de Produção Física de Bens de Consumo Duráveis, e o Ibovespa.

“A queda do Iace continuou forte em setembro, sugerindo ser improvável um arrefecimento do quadro recessivo atual no futuro próximo. Com a tendência declinante do consumo doméstico, o momento ainda desfavorável para a demanda externa e a persistência de incertezas acerca do ajuste fiscal, a recuperação da economia brasileira continua enfrentando obstáculos consideráveis”, disse Paulo Picchetti, economista da FGV.

FOTO: Thinkstock

*Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo

* Atualizado às 18h00






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