Economia

Alimentos pressionam e inflação volta a subir


Com alta de 0,17% em julho, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo acumula 8,74% nos últimos doze meses


  Por Agência Brasil 10 de Agosto de 2016 às 09:40

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


Os preços dos alimentos continuaram a pressionar a inflação. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, voltou a subir ao passar de 0,35% para 0,52% entre junho e julho deste ano, uma alta de 0,17 ponto percentual no período.

Os dados foram divulgados hoje (10/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que, com a alta de julho, a taxa acumulada nos últimos doze meses (a inflação anualizada) ficou em 8,74%, abaixo, no entanto, dos 8,84% relativos aos doze meses imediatamente anteriores: 0,1 ponto percentual.

Nos primeiros sete meses do ano (janeiro/julho) a inflação medida pelo IPCA acumula alta de 4,96%, resultado também inferior aos 6,83% do mesmo período de 2015. Neste caso, a queda é bem maior do que a taxa anualizada: 1,87 ponto percentual. Em julho de 2015, o IPCA registrou variação de 0,62%.

ALIMENTOS

A contribuição do grupo Alimentação e bebidas foi de 0,34 ponto porcentual , o equivalente a 65% de toda a inflação do mês. "Problemas climáticos afetaram as lavouras. Há menor oferta de forma geral provocada pelo clima", afirmou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.

Os prejuízos à safra afetaram não só os alimentos in natura, mas também pastagem e ração para o gado, pressionando o preço do leite. "O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (divulgado pelo IBGE) apontou redução da safra de quase 10%. Isso é muito significativo", afirmou  Eulina.

O leite subiu 17,58% em julho, o equivalente a um impacto de 0,19 ponto porcentual sobre o IPCA, o que fez o item liderar o ranking de maiores contribuições para a inflação do mês. Em quatro das treze regiões pesquisadas, o litro do leite teve alta superior a 20%: Belo Horizonte (23,02%), Rio de Janeiro (22,47%), Brasília (21,76%) e Vitória (21,76%).

Já o feijão carioca deu a segunda maior contribuição para a inflação de julho, com alta de 32,42% e impacto de 0,13 ponto porcentual sobre o IPCA. Em Curitiba, o preço do quilo do feijão carioca aumentou 45,20%; em São Paulo, o aumento foi de 43,98%.

O feijão preto aumentou 41,59%, enquanto o feijão mulatinho ficou 18,89% mais caro e o fradinho subiu 14,72%. O arroz também registrou elevação nos preços, de 4,68%. Na direção oposta, ficaram mais baratos a cebola (-28,37%) e a batata-inglesa (-20,00%).

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,64% em julho, após ter registrado alta de 0,47% em junho. 

Como resultado, o índice acumulou alta de 5,76% no ano até julho. Nos últimos 12 meses até julho, o avanço foi de 9,56% em 12 meses.O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

*Com informações de Estadão Conteúdo 

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