Economia

Acordo UE-Mercosul prevê 15 anos para zerar tarifas de veículos


Também está previsto um período de carência de sete anos para as tarifas começarem a ser baixadas


  Por Estadão Conteúdo 01 de Julho de 2019 às 18:42

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O subsecretário de Negociações Internacionais da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Alexandre Lobo, explicou que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) prevê flexibilizações em regras de origem, para permitir que produtos com mais partes estrangeiras possam ser vendidos entre os dois blocos com tarifas reduzidas. 

Segundo ele, o acordo prevê uma carência de sete anos para as mudanças tarifárias de veículos. "Até lá, continua a tarifa de 35%. Entre o sétimo e o oitavo ano, ela baixará para 17,5% e será zero a partir do 15º ano de vigência do acordo", completou.

Mas, a partir do primeiro dia do acordo, o Mercosul já poderá importar até 50 mil veículos da União Europeia com taxa menor, sendo 32 mil veículos para o Brasil com taxa de 17,5%.

"Essa é a mesma quantidade importada pelo Brasil no ano passado. Então não será uma abertura descontrolada", defendeu Lobo. "Acreditamos que preservamos o setor automotivo nacional ao mesmo tempo em que conseguimos abrir o mercado", avaliou. 

Já as autopeças não terão carência no acordo e a maior parte delas deve chegar à taxa zero nos primeiros dez anos de vigência do texto.

PRODUTOS

Documento divulgado pela União Europeia (UE) com os detalhes do acordo feito com o Mercosul aponta que o bloco que engloba o Brasil se comprometeu em isentar taxas em setores como maquinário, químicos e fármacos, além de veículos e autopeças.

O acordo mostra que o Mercosul vai reduzir a zero 91% das importações da Europa em um período de 10 anos. A União Europeia fará o mesmo para 92% das importações do Mercosul no mesmo período, mas uma desgravação de 15 anos está prevista para "alguns dos produtos mais sensíveis" vindos do Mercosul.

Em termos de linhas tarifárias, o Mercosul vai "liberalizar" 91% delas e a UE, 95%, gradualmente.

 

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