Economia

5,6 milhões de pessoas desistiram de procurar emprego no 2º trimestre


O número, apurado pelo IBGE, revela um crescimento de 19,1% no desalento em relação ao trimestre anterior


  Por Agência Brasil 28 de Agosto de 2020 às 14:20

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


A taxa de desocupação do Brasil no 2º trimestre de 2020 ficou em 13,3%, o que representa alta de 1,1 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre do ano, quando registrou 12,2%. Em relação ao mesmo trimestre de 2019, a desocupação cresceu 1,3 ponto percentual.

Entre abril e junho deste ano, a desocupação subiu em 11 estados e ficou estável em 14. As taxas mais altas foram na Bahia (19,9%), em Sergipe (19,8%), em Alagoas (17,8%), no Amazonas (16,5%), no Rio de Janeiro (16,4%) em Roraima (16,3%) e no Maranhão (16,0%).

Já as mais baixas foram em Santa Catarina (6,9%), no Pará (9,1%), no Rio Grande do Sul (9,4%) e no Paraná (9,6%). Apenas o Amapá (-5,8%) e o Pará (-1,6%) registraram queda em relação ao período anterior. A média nacional de desemprego, de 13,3%, foi superada em 12 unidades da federação.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD Contínua) para o segundo trimestre de 2020, divulgada nesta sexta-feira (28/08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

DESALENTO

A PNAD Contínua Trimestral indicou ainda que o número de desalentados atingiu 5,6 milhões de pessoas. Isso equivale ao crescimento de 19,1% em relação ao trimestre anterior.

O percentual de pessoas desalentadas (em relação à população na força de trabalho ou desalentada) entre abril e junho atingiu 5,6%, o que representa elevação de 1,2 ponto percentual na comparação com o primeiro trimestre de 2020.

Os maiores percentuais foram registrados no Maranhão (21,6%) e em Alagoas (20,7%), Já Santa Catarina (1,4%) e Distrito Federal (1,2%), foram os menores.

INFORMALIDADE

A taxa de informais chegou a 36,9% no segundo trimestre. Isso significa recuo de 3 pontos percentuais em relação ao período anterior e de 4,3 pontos percentuais em relação a igual trimestre do ano passado.

Segundo Adriana Beringuy, analista da pesquisa, a queda na informalidade não é resultado de um maior nível de formalização do trabalho, mas da queda da ocupação entre os trabalhadores informais.

“De fato houve queda na informalidade, porque os trabalhadores informais foram mais atingidos com a perda da ocupação. A queda na ocupação foi puxada por trabalhadores informais”, disse.

Os que trabalham por conta própria chegaram a 26% da população ocupada.

RENDIMENTO

A pesquisa mostrou também que o rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas pessoas ocupadas com rendimento de trabalho, foi estimado em R$ 2,5 mil. Isso representa aumento, tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2.389), quanto em relação ao mesmo trimestre de 2019 (R$ 2.339).

 

IMAGEM: Pixabay





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