Brasil

'Vou lutar pelas reformas essenciais', diz Bolsonaro


Em seu discurso de posse, o presidente Jair Bolsonaro também defendeu um pacto nacional e prometeu "construir uma sociedade sem discriminação ou divisão"


  Por Estadão Conteúdo 01 de Janeiro de 2019 às 16:09

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O presidente Jair Bolsonaro disse, em seu discurso de posse no Congresso nacional, que irá trabalhar para aprovar as reformas estruturantes para ajudar na retomada da economia brasileira e que conta com o Congresso para fazê-lo.

"Vou lutar para aprovar reformas estruturantes essenciais para saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas", disse o 38º presidente do Brasil em seu discurso. "Na economia, traremos a marca do livre mercado e da eficiência. Montamos uma equipe técnica, sem o tradicional viés político."

Em sua fala, Bolsonaro também disse que irá respeitar regras, contratos e propriedades e defendeu a abertura do País ao comércio internacional, novamente sem "viés ideológico", e destacou que a agropecuária brasileira continuará a ter papel essencial neste tema, em harmonia com a preservação do meio ambiente. 
 
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O novo presidente ainda criticou gestões anteriores, dizendo que sua irresponsabilidade "nos conduziu à maior crise política e moral da história" e disse querer combater "práticas nefastas". Ele ainda ressaltou que o pacto nacional entre os três poderes é essencial nesta tarefa.

Bolsonaro, que foi associado por críticos a possíveis condutas antidemocráticas, disse que uma de suas prioridades é proteger e revigorar a democracia. "Começamos um trabalho árduo para o Brasil iniciar um novo capítulo da sua história", afirmou. "Trabalharei para que o País encontre seu destino e se torne a grande nação que queremos."
 
Em seu discurso de posse, o presidente Jair Bolsonaro defendeu um pacto nacional e prometeu "construir uma sociedade sem discriminação ou divisão".
 
O presidente ainda afirmou que irá "libertar definitivamente" o Brasil "da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica". Bolsonaro convocou o Congresso para ajudá-lo a aprovar as "reformas estruturantes" de que o País precisa.

"Vamos fazer um pacto nacional entre a sociedade os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário na busca de novos caminho para o novo Brasil", afirmou.

As falas de Bolsonaro duraram pouco mais de nove minutos durante a solenidade no Congresso Nacional.
 
 
O presidente e seu vice, general Hamilton Mourão, assinaram às 15h17 o termo de posse para o mandato de 2019 a 2022. "Estou casando com vocês", brincou o 38º presidente enquanto assinava o termo com parlamentares presentes, que o ovacionaram.

Pouco antes, durante a sessão comandada pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), Bolsonaro e seu vice leram o compromisso com a Constituição e ouviram do 1º secretário da mesa, deputado Fernando Giacobo (PR-PR), a leitura do termo de posse.
 
Eles também cantaram o hino nacional. Participaram da cerimônia o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli.

Durante o discurso, Bolsonaro prometeu "respeitar as religiões", mas mantendo a base da "tradição judaico-cristã".

O presidente ainda afirmou que irá "libertar definitivamente" o Brasil da corrupção. Afirmou que o governo não vai gastar mais do que arrecada, que os contratos serão cumpridos e que seu governo fará "reformas estruturantes".

Bolsonaro voltou a dizer que montou uma equipe "de forma técnica": "Sem o tradicional viés político, que culminou em corrupção".

O discurso foi interrompido por aplausos mais de uma vez. Bolsonaro prometeu valorizar os que "sacrificam suas vidas" para garantir a segurança. Ele afirma que policiais merecem e devem ser respeitados.

 
FOTO: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil