Brasil

Temer vai exonerar ministros para tentar aprovar Previdência


Aqueles que tiverem mandato na Câmara irão reforçar os votos favoráveis à proposta, que encontra resistência no Congresso


  Por Agência Brasil 24 de Abril de 2017 às 20:00

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O presidente Michel Temer vai exonerar todos os ministros que tiverem mandato na Câmara para votarem a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que trata da reforma da Previdência

A exoneração deve ocorrer dias antes da votação no plenário da Casa, prevista para a segunda semana de maio. Antes, o relatório de Arthur Maia (PPS-BA) será votado na comissão especial criada para discutir o tema.

A decisão de Temer foi anunciada pelo ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, após reunião do presidente com a equipe ministerial na tarde desta segunda-feira, 24/04, no Palácio do Planalto. 

“É um reforço. É como se fosse reforçar o time em campo. Vai ficar mais reforçado ainda com a ação efetiva e presente dos ministros na Câmara dos Deputados”. Imbassahy, inclusive, será exonerado para reassumir seu mandato pelo PSDB.

O ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), será outro a deixar temporariamente seu cargo para voltar à Câmara. “O governo vai jogar todas as forças no sentido da aprovação da reforma da Previdência”, disse Mendonça Filho. 

Para ele, a decisão de voltar à Câmara para votar afirma o compromisso daqueles que ocupam função nos ministérios no sentido de ajudar uma reforma decisiva para o futuro do Brasil. “Sem essa reforma o Brasil vai afundar”, afirmou Mendonça Filho.

Imbassahy disse que não deverão ser feitas mais alterações no relatório de Arthur Maia, posição compartilhada por governo e pelo relator. 

O presidente da comissão, Carlos Marun (PMDB-MS), fez um acordo com a oposição para que não houvesse obstrução durante a leitura do parecer e se comprometeu a fazer sessões de debate ao longo desta semana. 

Segundo Marun, com a votação do relatório no colegiado no próximo dia 2, a previsão é que a leitura no plenário da Câmara ocorra no dia 8 de maio.

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