Brasil

Temer e equipe devem restaurar confiança e destravar investimento


É o que afirma Alencar Burti (à dir.), presidente da ACSP e da Facesp. Ele credita a desorganização da economia ao intervencionismo que resultou em completo descontrole fiscal


  Por Redação DC 12 de Maio de 2016 às 10:41

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


“Os problemas não serão resolvidos num passe de mágica", afirma Alencar Burti, presidente  Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), ao comentar a votação no Senado que deu prosseguimento ao processo de impeachment, apoiado por ambas as entidades.

"Mas, à medida em que forem sendo equacionados, permitirão que os agentes econômicos se antecipem à melhora efetiva da economia, contribuindo para que a retomada seja observada mais rapidamente.”

Para Burti, Temer sinalizou com o caminho da austeridade e da racionalidade da política econômica, escolhendo pessoas com experiência e competência comprovadas para comporem a equipe responsável pela economia.

Segundo o presidente da ACSP, o trabalho dessa equipe permitirá “restaurar a confiança dos empresários, destravando os investimentos, e dos consumidores, na medida em que vislumbrem a melhora da economia”.

Burti credita a desorganização da economia ao “intervencionismo que caracterizou o governo nos últimos anos, resultando em um completo descontrole fiscal”.

Para ele, Temer precisa contar com a atuação efetiva de todos os segmentos. “Os desafios só poderão ser vencidos com apoio da sociedade e da classe política”. Ele acrescenta que as mobilizações dos últimos meses mostraram o desejo, da população, de participar.

“Ao Congresso caberá a tarefa de aprovar um amplo elenco de medidas indispensáveis para o equacionamento das finanças e a maior eficiência da gestão governamental”, pontua Burti, ao acrescentar que essas medidas “precisam ser pautadas pelo interesse público e não por conveniências pessoais ou partidárias”.

O empresário também indica o primeiro passo a ser dado: “Temer precisa começar trabalhando pela redução da burocracia tributária e trabalhista. O desemprego é um dos piores problemas que o Brasil vem enfrentando”.

Quanto à oposição, Burti comenta que “deverá desempenhar seu papel fiscalizador sem impedir o governo de governar”.

“Temos esperanças de que, mais uma vez, o País supere a crise antes do que muitos imaginam”, conclui o presidente da ACSP e da Facesp.

BRADESCO

"Temos esperança e confiança no novo governo. Sem euforia, sabemos das dificuldades à frente e estamos prontos para enfrentar os desafios. Não podemos ceder à inércia da desesperança", disse Lázaro de Mello Brandão, presidente do Conselho de Administração do Bradesco. "O Brasil tem economia forte e população trabalhadora. Há pilares que nos dão ânimo. Enfatizamos que o tempo é curto e precisamos de uma condução firme, mas de consenso possível, para superarmos o atual momento".

Para Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente executivo do Bradesco, esta é a oportunidade de todos se darem conta de que a luta contra a recessão é a prioridade máxima do País.

"Temos a expectativa de que o governo de Michel Temer direcione o Brasil a um novo tempo de solidez, um País pensado para fluir", disse. "Entendemos que Henrique Meirelles seja o nome certo para dar estrutura, hierarquia e clareza à política econômica".