Brasil

Temer diz que conseguiu reduzir a inflação e os juros


O presidente também rebateu as críticas de que a agenda de reformas do governo federal estaria retirando direitos dos trabalhadores


  Por Estadão Conteúdo 20 de Fevereiro de 2017 às 12:34

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O presidente da República, Michel Temer (PMDB), aproveitou a boa audiência do Agro+, evento do setor do agronegócio que foi realizado nesta manhã (20/02), em São Paulo, e que reuniu cerca de 600 pessoas, para falar sobre os feitos de sua administração frente à Presidência da República.

Temer destacou que em menos de nove meses conseguiu reduzir a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 10,7% no final de 2015 para 5,35% em janeiro deste ano.

Também falou sobre a queda da taxa básica de juro da economia (Selic) de 14,25% ao ano para atuais 13% ao ano.

Adequando seu discurso aos interesses dos representantes do agronegócio, Temer disse que as tais medidas de cunho econômico tendem a ajudar as atividades do já eficiente setor. "A força motriz da economia é o agronegócio."

O setor privado é que sustenta as atividades do governo", disse, sendo interrompido pelos aplausos dos participantes que lotavam um dos auditórios dos WTC da capital paulista.

"O primeiro passo do governo era sair da recessão", disse Temer, lembrando, na sequência, da recuperação do valor de mercado das empresas estatais.

Ele destacou que o valor de mercado daPetrobras, por exemplo, é hoje 145% maior do que era quando ele assumiu o governo após o impeachment da até então presidente Dilma Rousseff.

"Quem comprou ação da Petrobras ganhou muito dinheiro", disse Temer, emendando que o valor de mercado do Banco do Brasil também cresceu muito e hoje é 98% maior.

"A confiança vai sendo restabelecida. Somos governo reformista e queremos entregar a quem venha depois um país que esteja nos trilhos. Essa é nossa intenção", disse Temer, sendo mais uma vez aplaudido.

O peemedebista também fez questão de lembrar a aprovação do teto dos gastos no Congresso.

"Seria extremamente confortável gastar tudo e dizer, desculpem o termo, que se virem os outros. Mas nossa conduta foi a de não gastar mais do que se arrecada."

PREVIDÊNCIA

Michel Temer também rebateu as críticas de que a agenda de reformas do governo federal estaria retirando direitos dos trabalhadores. "Não roubamos direitos. Quem tem direito adquirido, adquirido está", disse Temer ao abordar a proposta de reforma da Previdência

Em sua fala, Temer defendeu a "higidez orçamentária", lembrando que a sustentação de programas assistenciais, como o Bolsa-Família - bem como do financiamento estudantil - depende de dinheiro público.

Da mesma forma, repetiu que, sem a reforma previdenciária, o governo não terá condições de pagar aposentadorias no futuro.

Nesse ponto, advertiu que ou se faz agora a reforma na Previdência, ou o aposentado que "bater na porta" do governo daqui a dez anos não terá o que receber.

Ao lembrar que o tema foi "longamente" discutido no passado, Temer também respondeu a criticas de que a reforma do ensino médio, feita por medida provisória, não teria sido adequadamente debatida com a sociedade.

"A palavra que pauta nosso governo é a palavra diálogo", afirmou o presidente.

Em defesa da fixação de um limite às despesas primárias da União, Temer afirmou também que o rombo previsto no orçamento deste ano, próximo de R$ 140 bilhões, é preocupante e precisa ser combatido.

"Seria extremamente confortável gastar tudo e dizer, desculpe o termo, que se virem os outros. Mas nossa conduta foi de não gastar mais do que se arrecada", disse.

"Um déficit de R$ 140 bi não é normal. Ressalto isso porque passamos achar que bilhões é normal."

FOTO: Agência Brasil