Brasil

Show de abertura da Olimpíada encanta imprensa internacional


Críticas e pé atrás dos veículos dão lugar a elogios. Escolha dos temas – diversidade, equilíbrio ambiental, alegria, música e ritmo - e Gisele Bundchen ganham destaque


  Por Redação DC 06 de Agosto de 2016 às 14:25

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Abertura da Rio 2016 foi comentada em tempo real nos principais sites de notícias do mundo e recebeu ampla cobertura da imprensa internacional, que acompanhou com atenção a cerimônia. Na maior parte dos veículos, a festa rendeu elogios.

O argentino El Clarín disse que o Rio vibrou com uma festa cheia de música, cores e esporte. “A cerimônia de abertura foi uma exibição à altura da Cidade Maravilhosa. Havia ritmo e beleza em cada passo no estádio do lendário Maracanã”, avalia a publicação.

O norte-americano The New York Time disse que a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro chegou “como um salve” após todas as crises, políticas e econômicas, que o país enfrentou durante a organização dos jogos. Segundo a publicação, a festa disfarçou “as feridas por algumas horas e deixou os brasileiros celebrarem tudo”.
 
O Washington Post destacou o "samba style" que deu o tom ao evento

O jornal francês Le Monde chamou a cerimônia de inovadora e destacou que a abertura foi marcada por uma celebração da música brasileira. O jornal citou que o presidente interino do Brasil Michel Temer, ao falar no evento, foi recebido por vaias de uma parte “importante” do estádio do Maracanã.

"Orgulho e estereótipo (proposital)" ressaltava a manchete do italiano Corriere della Sera, que ainda deu destaca para a "garota Gisele". No La Repubblica, a modelo foi a estrela como "la ragazza de Ipanema" 

Na página de cobertura ao vivo da BBC inglesa, o veículo se referiu à cerimônia como um “show espetacular”.

O diário espanhol El País considerou a festa um "êxito para o Brasil", com a celebração da diversidade.

O inglês The Guardian destacou que há um contraste interessante entre a abertura da Rio 2016 e dos jogos de Beijing em 2008 e em Londres, em 2012. As duas cerimônias anteriores abordaram a história dos países-sede, enquanto no Rio a mensagem passada é de que “é preciso fazer algo sobre o meio ambiente ou podemos não ter muitos Jogos Olímpicos para celebrar no futuro”. 

Imagem: Agência Brasil

* Com Estadão Conteúdo