Brasil

Semana começa com Operação Acarajé, 23a fase da Lava Jato


Um dos alvos é João Santana, marqueteiro das campanhas de Lula e Dilma, que tem mandado de prisão expedido, mas se encontra na República Dominicana


  Por Redação DC 22 de Fevereiro de 2016 às 08:18

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (22/02) mais uma fase da Operação Lava Jato.

Os policiais estão cumprindo mandados em São Paulo, no Rio de Janeiro e Salvador. Cerca de 300 policiais federais cumprem 51 mandados judiciais, sendo 38 de busca e apreensão seis de prisão temporária e cinco de condução coercitiva.

Nesta manhã, a Polícia Federal está na sede do Grupo Odebrecht, em São Paulo, em busca de documentos que comprovem pagamento da construtora Norberto Odebrecht no exterior para o publicitário João Santana, que comandou as campanhas presidenciais de Lula e de Dilma.

O apartamento de Santana em Salvador também foi vistoriado por outra equipe da PF.

Santana encontra-se na República Dominicana, onde coordena a campanha de reeleição do presidente Danilo Medina.
Um dos presos é operador de propinas Zwi Skornik. A Polícia Federal cumpre 51 mandados judiciais.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a "Acarajé" (referência ao termo utilizado por alguns investigados para nominar dinheiro em espécie). representa a etapa possivelmente de maior repercussão para a presidente Dilma Rousseff, uma vez que há no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) processo a respeito a respeito de eventuais recebimento de recursos ilícitos oriundos de empresas investigadas na Lava Jato.

Os mandados são cumpridos nos estados da Bahia (Salvador e Camaçari), Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Petrópolis e Mangaratiba e São Paulo capital, Campinas e Poá.

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O objetivo das investigações desta fase é o cumprimento de medidas cautelares, a partir de representação da autoridade policial, relacionadas a três grupos: um grupo empresarial responsável por pagamento de vantagens ilícitas; um operador de propina no âmbito da Petrobras; e um grupo recebedor, cuja participação fora confirmada com o recebimento de valores já identificados no exterior em valores que ultrapassam US$ 7 milhões.

Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da 13ª Vara da Justiça Federal.

*Com informações de Agência Brasil e Estadão Conteúdo

FOTO: Marcos Bezerra/Futura Press/EC





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