Brasil

Protesto contra a reforma da Previdência fecha a Paulista


Sindicatos ameaçam greve geral caso o governo não recue. "Não podemos parar o País, precisamos que ele ande”, disse Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


  Por Estadão Conteúdo 15 de Março de 2017 às 19:52

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Milhares de manifestantes tomaram as duas pistas da Avenida Paulista na tarde desta quarta-feira, 15/03. Eles participam de uma manifestação convocada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. 

Embora a pauta do protesto fosse o repúdio às reformas trabalhista e da Previdência, o grito predominante entre os manifestantes era "Fora, Temer". 

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Os organizadores disseram por volta das 18h30 que 300 mil pessoas participavam dos atos. A Polícia Militar de São Paulo informou que não fará a contagem dos manifestantes.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou durante a manifestação. 

As frentes são formadas por dezenas de movimentos sociais e sindicais como MST, Central de Movimentos Populares, MTST, CUT, Conlutas e partidos políticos como PT, PC do B, PSTU e PSOL.

A manifestação da Avenida Paulista faz parte de um movimento nacional que inclui outros protestos em 17 Estados e paralisações de trabalhadores de categorias importantes como os metroviários, motoristas de ônibus e professores da rede estadual de São Paulo. 

Sindicatos organizaram atos em vários pontos da região central de São Paulo que seguiram em marchas separadas até a Avenida Paulista.

Segundo organizadores, o próximo passo, caso o governo não recue das propostas, é a realização de uma greve geral em escala nacional. 

PREOCUPAÇÃO

Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), disse que os atos colocam em risco as melhoras no campo econômico. “Estou muito preocupado com o poder atribuído aos sindicatos, que, com essa atitude hoje, comprometem o funcionamento do Brasil, com reflexos econômicos e políticos”, diz Burti.

Ele frisa que o País já está lutando para sair da recessão. “Não podemos piorar as coisas. Precisamos nos unir para encontrar uma solução para os nossos principais problemas”, disse o presidente da ACSP.

“Os sindicatos não podem abusar do poder que têm, e sim ter responsabilidade acerca do que podem e devem fazer em benefício da nação. Precisamos de uma discussão ampla. Não podemos parar o País: precisamos que ele ande”, afirmou Burti.

IMAGEM: Estadão Conteúdo






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