Brasil

Para Fiesp, protecionismo de Trump não afeta o Brasil


Após reunião com embaixador americano, representante das indústrias brasileiras diz que há sinergia entre os dois países


  Por Estadão Conteúdo 13 de Fevereiro de 2017 às 20:16

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Thomaz Zanotto, diretor do departamento de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), afirmou que o estilo protecionista e nacionalista do novo presidente dos EUA, Donald Trump, não preocupa o Brasil. 

"Somos deficitários na parte comercial, ou seja, importamos mais do que exportamos. O problema de imigração dos brasileiros é pequeno. E as empresas americanas que estão no Brasil não tiram emprego dos americanos", explicou Zanotto, após reunião com o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Michael Mckinley. 

Sobre as questões abordadas com o embaixador, Zanotto citou a sinergia dos setores do agronegócio, que não tem sido devidamente explorada. 

"Se você pegar os países do Mercosul e os EUA, nós somos a resposta à segurança alimentar no mundo. Então podemos trabalhar nisso. Chegamos até a discutir uma iniciativa na África", disse o diretor, sem dar mais detalhes.

Segundo Zanotto, um próximo encontro com o embaixador está sendo agendado para depois que todo o gabinete de Trump estiver montado, especialmente o posto de secretário de comércio, que cuida de questões relacionadas a comércio exterior. 

Ainda não há previsão de data, mas a reunião deverá acontecer na sede da Fiesp, em São Paulo.

McKinley, indicado pelo ex-presidente Barack Obama, está no Brasil há apenas um mês, após ocupar o posto no Afeganistão. McKinley tem carreira diplomática e não política

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