Brasil

"O Brasil tem pressa", afirma manifesto de entidades do comércio


No documento, a Frente Sudeste de Associações Comerciais clama por soluções urgentes para as crises econômica e política


  Por Redação DC 15 de Dezembro de 2015 às 11:33

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A Frente Sudeste de Associações Comerciais divulgou nesta terça-feira (15/12) manifesto com apelo aos políticos, congressistas e governantes, para que encontrem uma solução rápida e efetiva para as crises econômica e política

O grupo é constituído pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRio) e Associação Comercial e Empresarial do Espírito Santo (ACE-ES) - e pelas respectivas federações.  

Juntas, as entidades representam mais de mil associações de seus estados. Intitulado “O Brasil tem pressa”, o documento chama a atenção para a urgência do tema e está sendo encaminhado para formadores de opinião, imprensa, empresários e outros públicos.  

“Se o tempo para políticos e governantes não é importante, podendo ajustar-se às conveniências de interesses pessoais ou de grupos, o mesmo não acontece para o restante do país”, afirmam os signatários.

Os dirigentes da ACSP, ACMinas, ACRio e ACE-ES cobram pressa do Congresso na solução da crise política, resguardado o direito de defesa das partes envolvidas, mas sem estratégias que visam a postergar as decisões. 

“(...) convidamos todas as entidades de classe empresariais a se engajarem em um movimento para propor soluções e exigir decisões da classe política, não apenas para superar a crise do momento, mas efetivar a inadiável reforma política que possa evitar a repetição de episódios de instabilidade institucional, paralisia administrativa e incerteza econômica”, conclama o manifesto. 

“Esse documento resume o sentimento dos empresários e chama a atenção para a urgência de se encontrar soluções na prática – e não na teoria. Quanto mais se demora, mais a economia se deteriora e mais difícil será a retomada", afirma  Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). "É preciso transmitir sentido de urgência para a classe política, para que a solução não seja jogada para mais longe e deliberadamente”, .
 
ÍNTEGRA DO DOCUMENTO
 
"O Brasil tem pressa. É preciso urgência para fazer o país caminhar na busca da solução de seus problemas políticos, econômicos, éticos e, principalmente, sociais.

Se o tempo para políticos e governantes não é importante, podendo ajustar-se às conveniências de interesses pessoais ou de grupos, o mesmo não acontece para o restante do país.

O tempo é muito importante para:

*uma economia que piora rapidamente, com a inflação subindo, a produção caindo e as expectativas dos agentes econômicos e dos consumidores se deteriorando;

*os empresários que não vislumbram como vão enfrentar seus compromissos não apenas com o fisco insaciável, como, principalmente, com seus colaboradores;

*para as famílias que enfrentam a diluição de seu poder de compra e, para muitas delas, a luta pela sobrevivência, cada vez mais difícil;

*os trabalhadores que estão desempregados e para aqueles que temem a cada dia a manutenção de seu emprego;

 *para uma sociedade que espera angustiada uma saída para a crise política que seja definitiva e recoloque o país da trilha do crescimento.

Por isso cobramos pressa do Congresso na solução da crise política, resguardado o direito de defesa das partes envolvidas, mas sem estratégias que visam a postergar as decisões.

A FRENTE SUDESTE DAS ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS- constituída pela ACSP, ACMINAS, ACRIO e ACES e pelas respectivas federações, que representam mais de 1.000 associações de seus estados-, deseja apelar aos políticos, congressistas e governantes.

Busquem uma solução urgente para a crise.

Trabalhem em conjunto para a adoção de medidas que possam restabelecer as condições para o funcionamento da economia no curto prazo, como parte de um programa de ajuste estrutural das finanças públicas que vise a busca do equilíbrio com base no corte de gastos e de reformas institucionais necessárias.

Nesse sentido, convidamos todas as entidades de classe empresariais a se engajarem em um movimento para propor soluções e exigir decisões da classe política, não apenas para superar a crise do momento, mas efetivar a inadiável reforma política que possa evitar a repetição de episódios de instabilidade institucional, paralisia administrativa e incerteza econômica

Embora as instituições estejam funcionando porque todos os problemas vêm sendo tratados com base nas regras constitucionais e legais, o sistema político vigente, com uma multiplicidade de partidos, grande parte sem base doutrinária e sem fidelidade, não assegura a governabilidade e a estabilidade política.

O tempo dos políticos tem que estar sintonizado com o tempo dos brasileiros".

 






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