Brasil

Ministro do Trabalho é afastado do cargo pelo STF


Helton Yomura é um dos alvos da terceira fase da Operação Registro Espúrio conduzida pela Polícia Federal


  Por Estadão Conteúdo 05 de Julho de 2018 às 08:50

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O ministro do Trabalho Helton Yomura é um dos alvos da terceira fase da Operação Registro Espúrio. Além de realizar busca e apreensão, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República pediram ao Supremo Tribunal Federal o afastamento de Yomura da pasta.

A medida foi aceita pelo ministro Edson Fachin, relator do caso na Corte. A PF também cumpre mandado de busca no gabinete do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP).

A Registro Espúrio investiga desvios no Ministério do Trabalho relacionados à concessão do registro sindical. Yomura é apadrinhado político do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) e de sua filha, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ). Pai e filha foram alvo das das primeiras fases da operação.

A ação desta quinta-feira, de acordo com a PF, tem como objetivo de “aprofundar as investigações a respeito de organização criminosa que atua na concessão fraudulenta de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho”.

No total, estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária, expedidos pelo Supremo, em Brasília e no Rio.

Além das medidas cautelares de busca, a pedido da PGR serão impostas aos investigados medidas cautelares consistentes em proibição de frequentar o Ministério do Trabalho e de manter contato com os demais investigados ou servidores da pasta, bem como a suspensão do exercício do cargo, como no caso do ministro do Trabalho.

“As investigações e o material coletado nas primeiras fases da Operação Registro Espúrio indicam a participação de novos atores e apontam que importantes cargos da estrutura do Ministério do Trabalho foram preenchidos com indivíduos comprometidos com os interesses do grupo criminoso, permitindo a manutenção das ações ilícitas praticadas na pasta”, diz nota da PF.

INVESTIGAÇÃO

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (5/07) a 3ª fase da Operação Registro Espúrio, com o objetivo de combater uma organização criminosa que atuava na concessão fraudulenta de registros sindicais no Ministério do Trabalho.

Os policiais federais cumprem, desde cedo, dez mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária, em Brasília e no Rio de Janeiro. Os mandados foram expedidos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF)

“Além das buscas, a pedido da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, serão impostas aos investigados medidas cautelares consistentes em proibição de frequentar o Ministério do Trabalho e de manter contato com os demais investigados ou servidores da pasta, bem como a suspensão do exercício do cargo”, diz a nota da PF. 

A PF diz ainda que a ação desta quinta-feira decorre de investigações e da coleta de material nas primeiras fases da Operação Registro Espúrio, que indicam para a participação de novos suspeitos e “apontam que importantes cargos da estrutura do Ministério do Trabalho foram preenchidos com pessoas comprometidas com os interesses do grupo criminoso, permitindo a manutenção das ações ilícitas praticadas na pasta”.

FOTO: Agência Brasil/Fábio Rodrigues Pozzebom