Brasil

Meirelles confirma que deixa ministério da Fazenda


Filiado ao MDB no início desta semana, ministro deve disputar as eleições em outubro. Ele ainda não informou para qual cargo.


  Por Agência Brasil 06 de Abril de 2018 às 16:30

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou, há pouco, que está deixando a pasta para disputar as eleições de outubro. Filiado ao MDB no início desta semana, ele não informou a qual cargo pretende concorrer.Como o prazo para desincompatilibilização de candidatos às eleições deste ano termina hoje (6), seis meses antes do primeiro turno, a exoneração de Meirelles será publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União nas próximas horas.

“Hoje, encerro um ciclo muito importante da minha vida. Sempre me coloquei a serviço do Brasil, independentemente do partido no governo. Tive o prazer de ajudar o país a sair de crises econômicas sérias em dois momentos”, afirmou Meirelles.

O ministro defendeu o seu legado, afirmando que, ao assumir, em 2016, encontrou desemprego, aumento da pobreza e diminuição da renda. "Tivemos a coragem de submeter o Brasil às decisões econômicas corretas. Hoje, a inflação está nos níveis mais baixos da história, a recessão foi superada e começamos a criar empregos”, acrescentou.

O secretário executivo da pasta, Eduardo Guardia, assume o comando da Fazenda. Segundo Meirelles, Guardia tem o aval do presidente Michel Temer para continuar o trabalho de ajuste fiscal e de recuperação da economia.

Presidente do Banco Central de 2003 a 2010, Meirelles assumiu o Ministério da Fazenda em maio de 2016, assim que o presidente Michel Temer chegou ao Palácio do Planalto. No comando da área econômica, o ministro conseguiu a aprovação do teto federal de gastos e participou da elaboração e das negociações para a aprovação da reforma trabalhista. Durante a gestão, Meirelles também anunciou o aumento de tributos sobre combustíveis, na tentativa de reequilibrar as contas públicas.

Meirelles, no entanto, teve derrotas, como o adiamento da votação da reforma da Previdência. O Congresso também não votou as medidas de ajuste fiscal propostas no fim do ano passado, como a reversão da desoneração da folha de pagamentos e a medida provisória que antecipa a cobrança de Imposto de Renda para os fundos exclusivos de investimento. Outra derrota do ministro foi a derrubada, por meio de liminar do Supremo Tribunal Federal, da medida provisória que adiava, por um ano, o reajuste aos servidores federais.

IMAGEM: José Cruz/Agência Brasil