Brasil

Manifestações em rodovias prosseguem neste sábado


No balanço mais recente, 387 pontos permanecem bloqueados e 132 locais interditados foram liberados


  Por Estadão Conteúdo 26 de Maio de 2018 às 09:25

  | Agência de notícias do Grupo Estado


Caminhoneiros seguem com mobilizações em rodovias de todo o País neste sábado (26/05), sexto dia de protestos.

Na sexta-feira, o presidente Michel Temer acionou as forças de segurança nacionais para desbloquear rodovias.

O decreto, publicado no Diário Oficial da União, autoriza o emprego das Forças Armadas no contexto da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) até o dia 4 de junho.

Segundo a Ecovias, há manifestação na rodovia Anchieta, nos dois sentidos, entre o km 22 e 24, em São Bernardo do Campo. O trânsito, porém, está liberado para veículos de passeio, motos, ambulâncias e coletivos.

Na rodovia Fernão Dias, ocorre um protesto sem interdição na altura do km 37, na região de Atibaia.

De acordo com a concessionária Nova Dutra, os caminhoneiros também permanecem na rodovia Presidente Dutra nas regiões de Santa Isabel, São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Pindamonhangaba, Lorena, Barra Mansa e Piraí.

Na Régis Bittencourt, a manifestação ocupa uma faixa e o acostamento, em ambos os sentidos, na altura do km 279, em Embu das Artes, e também na altura do km 385, em Miracatu, no sentido de Curitiba. Também há bloqueio no km 477, em Jacupiranga.

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No Rodoanel não há interdições, mas a via tem lentidão no trecho de Embu das Artes, em razão dos protestos na Régis Bittencourt.

De acordo com a Autoban, a rodovia Anhanguera permanece com bloqueio na região de Limeira. A concessionária orienta o motorista a utilizar a rodovia dos Bandeirantes.

As rodovias Imigrantes, Raposo Tavares, Castelo Branco, Ayrton Senna e Bandeirantes seguem sem mobilizações.

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O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirmou, em sua conta do Twitter na noite de sexta-feira, 25, que a força agirá para ajudar a garantir o abastecimento da população, prejudicado pela greve dos caminhoneiros, "com base na Constituição Federal, em apoio às instituições e pela democracia", como sempre ocorre. 

O general Villas Bôas ressalvou no entanto, "é necessário que todos os setores da sociedade brasileira atuem para uma solução rápida dessa crise".

Para esta ação, lembrou o comandante, "mais uma vez, o Exército" está sendo empregado em uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que valerá até o dia quatro de junho.

O comandante não cita, mas nas Forças Armadas, a avaliação é de que não só Poder Executivo deveria se empenhar para solucionar o problema desta grave crise que atinge a todos. Os militares entendem que o Judiciário, o Legislativo e também o Ministério Público têm de fazer a sua parte.

No caso do MP, os militares lembram ainda que eles deveriam estar agindo para a proteger a sociedade, que está tendo a sua dignidade afetada. Defendem também que os Estados entrem no esforço de solucionar o problema, porque ele afeta a todos os segmentos.

FOTO: Tânia Rêgo/Agência Brasil