Brasil

Luiz Octavio de Lima, ex-editor do DC, morre em SP


Com passagens pelas redações de O Globo, Folha de S.Paulo, Veja, Época, Exame e Diário do Comércio, o jornalista foi responsável pelo DC Digital até tornar-se escritor. Estava prestes a lançar Os Anos de Chumbo, sobre o período das presidências de Jânio Quadros a Tancredo Neves e de José Sarney


  Por Estadão Conteúdo 16 de Janeiro de 2020 às 11:39

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Morreu na noite da última quarta-feira (15/1), em São Paulo, o jornalista e escritor Luiz Octavio de Lima, de 60 anos. Formado pela PUC-RJ e com MBA em Economia pela Unicamp-Facamp, ele atuou em vários órgãos de imprensa ao longo da carreira, entre eles o jornal O Estado de S. Paulo. Foi repórter, redator, editor e um dos pioneiros na publicação do conteúdo do jornal na internet como editor do NetEstado, nos anos 90 e 2000, e depois como editor-executivo do Estadao.com.br.

Também teve passagens pelas redações de O Globo, Folha de S.Paulo, Veja, Época, Exame e Diário do Comércio, onde era o responsável pelo DC Digital e conciliava o dia a dia da redação do jornal com textos em seções próprias de notícias, críticas de cinema e culinária até se tornar autor de livros-reportagem. Participou da criação do Museu da Corrupção, que rendeu o prêmio Esso de melhor Contribuição à Imprensa.

Publicou os livros Pimenta Neves - Uma Reportagem, O que é lazer, A Guerra do Paraguai, 21 Grandes Batalhas que Mudaram o Brasil e 1932: São Paulo em Chamas. Estava prestes a lançar Os Anos de Chumbo, sobre o período das presidências de Jânio Quadros a Tancredo Neves e de José Sarney, pela editora Planeta, e trabalhava em outra obra sobre histórias de bairros de São Paulo.

Carioca, Luiz Octavio deixa o filho Giovanni, que teve com a ex-mulher, a jornalista Jô Pasquato. Nas redes sociais, eles informaram que Lima foi internado na segunda-feira, 13, com suspeita de AVC e, já no dia seguinte, o estado se agravou muito por conta de um quadro infeccioso. 

FOTO: Arquivo pessoal