Brasil

João Bico (PSDC) propõe 27 projetos para São Paulo


O candidato a prefeito pelo Partido da Social Democracia Cristã (PSDC) fez palestra nesta segunda-feira (12/09) na ACSP (Associação Comercial de São Paulo), da qual é um dos vice-presidentes


  Por Redação DC 12 de Setembro de 2016 às 21:00

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDC (Partido Social Democrata Cristão), João Bico, discorreu nesta segunda-feira (12/09) sobre um projeto com 27 pontos que ele tem para a cidade.

Para a região central, exibiu um vídeo que mostra ruas e praças do Centro transformadas em calçadões, ocupados por lojas, restaurantes e áreas culturais, todas elas pré-fabricadas e que se abrem a partir de contêineres.

Bico afirmou que essa e outras ideias têm viabilidade por meio de PPPs -parcerias entre o poder público e a iniciativa privada-, e que São Paulo tem condições de atrair investidores externos para executá-las.

Ele participou do ciclo de debates que a ACSP (Associação Comercial de São Paulo) está promovendo com candidatos à Prefeitura paulistana. Ele é um dos vice-presidentes da entidade. 

Os trabalhos foram presididos por Alencar Burti, presidente da ACSP e também da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo).

Ele lembrou que a Associação Comercial "está aberta como sempre a todas as pessoas que se propõem a servir o país" e que, embora apartidária, "defende todos os princípios que permitam construir um país maior e melhor para todos nós".

A palestra desta segunda-feira, disse Bico, estava em princípio programada para o candidato Celso Russomanno (PRTB), que, é também deputado federal e estava retido em Brasília para a sessão da Câmara que deveria decidir sobre a cassação do deputado Eduardo Cunha. Russomanno falará no próximo dia 26.

Os 27 pontos de seu programa estão detalhados em seu site .

João Bico disse inicialmente que entrou na política por inspiração do ex-governador e ex-senador pelo Piaui, Alberto Tavares Silva (1919-2009), para quem "se você não conhece um problema, não tem responsabilidade sobre ele. Mas, se conhece, passa a ter."

Lembrou que já foi candidato pelo PSD a deputado estadual, tendo recebido 6.530 votos, no entanto insuficientes para elegê-lo.

Como empresário, aceitou desta vez o convite para concorrer à prefeitura, depois de convidado pelo presidente nacional do PSDC, José Maria Eymael, que também estava presente no debate e disse serem reais as chances de Bico chegar ao segundo turno.

Bico lembrou o barraco que visitou recentemente em uma comunidade, habitado por uma mulher e seus 11 filhos.

"Essas crianças precisam de cuidado. É um absurdo e uma falta de senso de humanidade cometer corrupção e desviar dinheiro público que poderia ser destinado a esses pequenos. Não podemos ser felizes sozinhos."

Lembrou ter entrado no associativismo como vice-presidente do Clube dos Lojistas da região de Santa Efigênia, onde existem 2.500 CNPJs, prova de que lá "pulsa o empreendedorismo".

Criticou a desproporção entre a qualidade de vida paulistana e aquela que existe em outras cidades de menor arrecadação.

"Pagamos a maior carga tributária do mundo e precisamos, em paralelo, pagar escola, segurança e planos de saúde para termos serviços de qualidade", disse.

Disse ter elaborado seu projeto de governo em 27 pontos a partir da contribuição de especialistas que atuam em seu partido, sobretudo entre os 82 candidatos a vereador que participam da mesma campanha.

Disse estar sendo plagiado por candidatos de partidos com maior tempo de rádio e televisão, a começar do slogan "São Paulo não pode parar" até as queixas que tem constantemente apresentado sobre a "indústria da multa" da atual prefeitura.

Prometeu eliminar os radares e suspender as limitações de velocidade nas marginais, que funcionam como "pegadinhas".

Disse também que eliminaria quase todas as ciclovias, criadas sem negociação alguma com comerciantes que perderam movimento e precisaram diminuir o número de assalariados, em razão da queda do movimento em seus estabelecimentos.

Lembrou que o comandante militar do Sudeste, em conferência na ACSP, disse há alguns anos que a única obra do PAC para a Copa do Mundo que não sofreu atrasos em São Paulo e não teve seu orçamento reajustado foi a ampliação do aeroporto de Cumbica, justamente porque o trabalho correu por conta do Exército, que ao final ainda devolveu R$ 30 milhões ao governo federal.

A partir desse exemplo, João Bico disse que pretende propor ao governo, caso se eleja prefeito, um "convento verde, azul e branco", para entregar às Forças Armadas a execução de determinadas obras.

No campo da educação, disse que pretende transformar as 1.300 escolas municipais em espaços comunitários que ficariam acessíveis aos alunos e a seus familiares durante as noites e nos fins de semana, para que nelas sejam instalados cursos profissionalizantes e programas de cultura e esporte.

Por fim, João Bico disse que o Uber tem um papel em seu projeto de governo, com a manutenção do serviço e sua rebulamentação como veículo capaz de transportar até quatro passageiros, que o utilizariam da mesma maneira que existiam há algumas décadas as lotações, mais caras que os ônibus, mas mais baratas que os táxis.

FOTO: Rejane Tamoto

 






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