Brasil

Interferência do governo no diesel faz Petrobrás perder R$ 32 bi


Após ligação de Bolsonaro ao presidente da petroleira, reajuste de 5,7% previsto no preço do combustível foi adiado. Mercado teme intervenção na política de preços


  Por Estadão Conteúdo 12 de Abril de 2019 às 19:08

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


A decisão da Petrobrás de adiar por mais alguns dias o reajuste no preço do diesel, horas depois de ter anunciado um aumento de 5,7%, na quinta-feira, 11/4, jogou para baixo as ações da estatal no pré-mercado de Nova York e na B3, a Bolsa de São Paulo, nesta sexta-feira, 12/4.

As perdas se aceleraram depois que o presidente Jair Bolsonaro admitiu que determinou a suspensão do reajuste no diesel - o litro passaria de R$ 2,1432 para R$ 2,2662.

Ao fim do pregão, a Petrobrás sofreu uma perda de R$ 32,4 bilhões em valor de mercado. As ações ON fecharam em queda de 8,54%. Já os papéis PN recuaram 7,75%. Com a queda, a estatal encerrou o dia valendo R$ 361,499 bilhões.

As ações da petroleira negociadas em Nova York fecharam com recuo de 9,29%.

O Ibovespa fechou em baixa de 1,98%, aos 92.875 pontos. Na quinta, fechara em baixa de 1,25%, aos 94.754,70 pontos. No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em alta de 0,83%, cotado a R$ 3,8884.

LIGAÇÃO

“Eu liguei para o presidente da Petrobrás sim. Me surpreendi com o reajuste de 5.7%. Não vou ser intervencionista. Não vou praticar a política que fizemos no passado, mas quero os números da Petrobrás”, afirmou Bolsonaro.

O novo valor começaria a ser cobrado nesta sexta, mas vai ficar suspenso até que os técnicos da estatal justifiquem ao presidente a necessidade do aumento.

 

IMAGEM: Pixabay