Brasil

Ibope: Lula perderia hoje para Aécio por 48% a 33%


Pesquisa feita na segunda metade de junho é publicada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e traz cenários bastante negativos para o dirigente histórico do PT


  Por Redação DC 11 de Julho de 2015 às 17:21

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Se as eleições presidenciais fossem realizadas hoje, em confronto no segundo turno o senador Aécio Neves (PSDB-MG) receberia 48% dos votos, contra 33% para o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).

É o resultado de uma pesquisa Ibope, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo na tarde deste sábado (11/7). Ela foi feita na segunda metade de junho.

A pesquisa demonstra uma forte derrocada da liderança de Lula, confirmando, segundo o jornal, o diagnóstico que ele usou há poucos dias, ao afirmar que se encontrava no "volume morto".

Lula chegaria à frente num segundo turno apenas entre eleitores com renda de até um salário mínimo e que tenham só quatro anos de escolaridade. Nas demais faixas de renda e de tempo de frequência à escola as preferências recaem sobre o senador tucano.

O Ibope faz uma curiosa segmentação geográfica. Nos municípios em que o PT venceu as três últimas eleições, Lula ganharia um segundo turno presidencial em apenas 52% deles.

Mas em municípios nos quais o partido perdeu uma nas três últimas eleições a previsão é sensivelmente pior para Lula. Ele teria apenas 37% dos votos, contra 67% para Aécio.

A base eleitoral do PT tem sofrido forte erosão em razão da crescente impopularidade da presidente Dilma Rousseff, que tem, segundo o próprio Ibope, apenas 9% de aprovação (ótimo/bom).A imagem negativa é provocada pela inflação, pelo desemprego e pelas denúncias de corrupção na Petrobras.

O PT, em seu último Congresso, diz ser vítima de uma suposta "onda conservadora".

NOVOS FATOS COMPROMETEDORES

A revista Veja que circula neste sábado traz outras informações negativas para o PT.

Diz que na Eletrobrás, outra estatal com fortes investimentos, o diretor Valder Luiz Cardeal, um executivo de confiança de Dilma, atuou de forma comprometedora em contrato de R$ 2,9 bilhões, cuja concorrência foi ganha por um consórcio formado por três empreiteiras engajadas na construção da usina nuclear Angra 3.

A informação está na delação premiada de Ricardo Pessoa, da empreiteira UTC, que liga essas operações ao financiamento da campanha eleitoral de Dilma no ano passado. 

Segundo Pessoa, a Eletrobrás pediu um desconto de 10% ao consórcio, que por sua vez respondeu com a proposta de um abatimento de 6%. A verdade, no entanto, é que a diferença entre os 10% e os 6% não foi parar no bolso das empreiteiras ou da estatal. Ela foi encaminhada para os cofres da campanha presidencial petista de 2014.

 

Com Estadão Conteúdo






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