Brasil

Horário reduzido para o comércio não evita aglomeração, diz ACSP


Alfredo Cotait, presidente da ACSP e da Facesp, considera um avanço a reabertura do comércio não essencial, mas vê problemas nas restrições ao funcionamento


  Por Redação DC 16 de Abril de 2021 às 16:50

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) comemoram a reabertura do comércio paulista autorizada a partir do próximo domingo, 18/04. Mas as entidades entendem que a redução do horário de funcionamento e da capacidade de atendimento não contribuem para reduzir aglomerações.

A percepção dos comerciantes é que, com um período de funcionamento mais amplo, o fluxo de clientes às lojas ficaria mais espraiado.  

Ainda assim, a decisão do governo paulista atende, em parte, ao pleito das entidades, que recentemente encaminharam ofício ao governador João Doria solicitando medidas como horário escalonado de abertura e funcionamento das atividades e campanha de conscientização do consumidor e da população “para permitir a abertura do comércio sem colocar em risco a saúde”.

Com relação à reabertura, Alfredo Cotait Neto, presidente da ACSP e da Facesp, considera um passo importante. “É um avanço para o setor que está extremamente fragilizado e com dificuldades”, diz.

No ofício encaminhado ao governador, Cotait criticou a “contínua penalização do comércio não essencial”, o que levaria o setor comercial a uma situação crítica. “A descapitalização e o endividamento vão progressivamente minando a saúde das empresas, desestruturando cadeias de suprimentos e rompendo, de forma irreversível, o elo com o consumidor.”

Fechado, o comércio considerado não essencial enfrenta a concorrência do comércio considerado essencial e dos informais, aponta o documento encaminhado ao governo paulista.

“A experiência desse mais de um ano de funcionamento ininterrupto do comércio considerado essencial e os períodos em que foi permitida a abertura do não essencial demonstrou que a atividade comercial não tem responsabilidade pelo aumento da contaminação", afirma Cotait.

 

IMAGEM: ACSP/divulgação

 






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