Brasil

'Heróis anônimos' garantem medalhas ao Brasil na Rio 2016


A maioria dos medalhistas, como o canoísta e recordista Isaquias Queiroz (foto), é desconhecida e de origem humilde


  Por Ansa 21 de Agosto de 2016 às 14:00

  | Informações fornecidas pela Agência Italiana de Notícias


Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro foram salvos por heróis anônimos. Um remador desconhecido do nordeste, uma garota que treina na "Cidade de Deus" e um boxeador baiano deram ao Brasil algumas de suas tão esperadas medalhas.

Originário da remota cidade de Ubaitaba, que em tupi-guarani significa "terra das canoas", Isaquias Queiroz brilhou na canoagem e levou duas medalhas de prata e uma de bronze, entrando para a história como o maior medalhista do Brasil na mesma edição dos Jogos.

LEIA MAIS: Os Jogos Olímpicos e o complexo de vira-lata

Outro baiano, Robson Conceição, foi recebido com festa no aeroporto internacional de Salvador, com direito a carros de som e gritos de "campeão" vindos do público.

"Este ouro é brasileiro, é baiano e de Boa Vista de São Caetano", disse o boxeador campeão do peso-leve, referindo-se ao bairro pobre onde nasceu e sua família ainda vive. 

LEIA MAIS: Brasil deve consolidar imagem positiva sem esquecer problemas

Com a vitória, Robson, que é ex-feirante e ex-ajudante de pedreiro, se tornou o primeiro brasileiro a levar uma medalha de ouro no boxe em Jogos Olímpicos.

Já a judoca Rafaela Silva, que veio da favela Cidade de Deus e foi a brasileira que estreou o lugar mais alto do pódio nos Jogos do Rio, chegou a abandonar o esporte em 2012 devido às ofensas racistas que sofria.

O objetivo do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) era de que o país estivesse entre as 10 primeiras nações no quadro de medalhas.

Nesta edição dos Jogos, o Brasil conquistou, até o momento, 18 medalhas, sendo seis de ouro, seis de prata e seis de bronze e está na 14ª colocação.

LEIA MAIS: 5 personalidades mais amadas e mais vaiadas na Olimpíada

FOTO: Agência Brasil