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Greve paralisa estações de metrô e terminais de ônibus de SP


Manifestantes protestam contra as reformas da previdência e das leis trabalhistas. Algumas vias da cidade foram bloqueadas nas primeiras horas desta manhã


  Por Redação DC 28 de Abril de 2017 às 09:15

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Desde as primeiras horas da madrugada, os principais meios de transporte público não estão circulando na cidade de São Paulo. Algumas vias também foram bloqueadas por manifestantes por causa da greve geral - contra a reforma Trabalhista e da Previdência.

Os ônibus que partem dos terminais estão parados. Apenas aqueles que fazem as linhas locais, ou seja, transporte entre os bairros, estão circulando. 

O secretário municipal dos Transportes de São Paulo Sérgio Avelleda disse, em entrevista à rádio CBN, que o Sindicato dos Motoristas de Ônibus descumpriu decisão liminar judicial e que a Procuradoria Geral do Município já foi acionada para providenciar da Justiça cobrança de multa aos manifestantes.

"Iremos pedir que os sindicatos sejam punidos pelo descumprimento da decisão judicial", afirmou.

Segundo Avelleda, as principais interrupções na cidade, por volta das 7h, eram a Avenida Ipiranga, no centro da cidade, e o acesso ao terminal rodoviário do Tietê.

O secretário disse, ainda, que 100% dos agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estão trabalhando e negou adesão dos funcionários do órgão à greve.

METRÔ, TRENS E AEROPORTOS

As estações de metrô também permaneceram fechadas durante a manhã. A exceção é a linha 4-Amarela, que é operada pela iniciativa privada. A linha 1-Azul também voltou a operar parcialmente entre as estações Paraíso e Luz.

Por volta das 10h15, a linha 2-Verde começou a operar parcialmente entre as estações Paraíso e Clínicas.

Os trens da CPTM chegaram a ficar totalmente parados nas primeiras horas da manhã. Agora, operam parcialmente entre as estações Luz e Tamanduateí, na linha 10-Turquesa, e entre as estações Santo Amaro e Pinheiros, da linha 9-Esmeralda.

Mesmo com os protestos de manifestantes no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, a operação é normal. O mesmo vale para o aeroporto de Congonhas, na zona sul da cidade.

Pelo menos três milhões de pessoas foram afetadas pela paralisação. Ainda assim, o comércio funciona na cidade.

BLOQUEIO DE VIAS

Manifestações ocorreram na Avenida Giovani Gronchi, na altura da Rua Sebastião Francisco, na zona sul de São Paulo. Os manifestantes colocaram fogo em pneus e em quatro caçambas de lixo. 

Policiais da tropa de choque da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros tiveram muito trabalho para apagar focos de incêndio causados por pneus que se multiplicaram durante a manhã.

Com esse tipo de ação, os manifestantes conseguiram parar vários pontos da cidade, entre eles, a avenida 23 de Maio, uma das principais ligações entre o centro e a zona sul, a avenida Tiradentes, que une a área central à zona norte, e também a marginal do Tietê na altura do Terminal Rodoviário, além da avenida Ipiranga, no centro.

A Rodovia Presidente Dutra tinha bloqueios em Guarulhos, na Grande São Paulo, e nas cidades paulistas de Caçapava, São José dos Campos e Taubaté, informou a concessionária CCR NovaDutra.

PRISÕES

Pelo menos 16 pessoas foram presas até as 10h, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) por vários motivos - desde agressão a policiais a atos de vandalismo nas manifestações contra as reformas da Previdência e trabalhista.

Às 10h, havia nove pontos de vias com bloqueios à circulação de veículos, informou a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Apesar disso, a lentidão no trânsito caiu bastante em relação ao começo da manhã. Às 7h, havia 85 quilômetros (km) de lentidão, quando o normal para esse horário oscila entre 15 e 37 km. Às 10h, a CET registrou apenas 16 km de vias paradas, abaixo da média que fica entre 58 e 80 km.

Nas rodovias, um dos locais obstruídos foi a Régis Bitencourt, na altura do km 273, em Taboão da Serra.

O secretário de Segurança Pública, Mágino Barbosa Filho, disse, entrevista a uma emissora de rádio, que até as 10h não havia registro de feridos e nem relatos de destruição ao patrimônio público.

De acordo com ele, entre os detidos estavam pessoas carregando galões com gasolina e pregos. Esses últimos seriam utilizados para jogar nas vias com a intenção de furar os pneus de veículos que ultrapassem as barreiras montadas.

O secretário disse também que a mobilização policial teve o objetivo de garantir o direito constitucional de ir e vir.

* Com informações Estadão Conteúdo e Agência Brasil

Autalizado às 11h48

FOTO: Agência Brasil