Brasil

Greve geral afeta parcialmente os transportes em SP


Protestos contra a reforma da Previdência interditam algumas avenidas da cidade de São Paulo na manhã desta sexta-feira. Há atos também no interior do Estado


  Por Estadão Conteúdo 14 de Junho de 2019 às 09:31

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


A greve geral convocada por centrais sindicais de todo o País contra a reforma da Previdência afeta parcialmente o transporte público em São Paulo nesta sexta-feira (14/06).

A Justiça concedeu liminar que obriga o funcionamento dos transportes. Agora pela manhã, os ônibus circulam com 97% da frota, segundo a SPTrans. Os 29 terminais municipais estão em operação. A CPTM opera normalmente e o Metrô tem circulação parcial em algumas linhas.

A pauta principal da greve geral, segundo as centrais, é manifestar repúdio à proposta de reforma da Previdência. 

Protestos contra a reforma da Previdência interditam algumas avenidas da cidade de São Paulo na manhã desta sexta-feira, 14. Há atos também no interior do Estado e no Rio de Janeiro.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), manifestantes interditaram a Avenida Vinte e Três de Maio, em ambos os sentidos, junto a Praça das Bandeiras, na região central. Por volta das 8h15, a via foi liberada.

A avenida Sapopemba, na zona leste, no sentido centro, também sofre bloqueios. Na zona oeste, manifestantes interditam a Rua Alvarenga em ambos os sentidos, junto a Avenida Vital Brasil.

O acesso ao Minhocão, sentido Penha, estava totalmente bloqueado às 8h30.

Manifestantes da Frente Povo Sem Medo bloqueavam no mesmo horário a avenida em frente ao Terminal Ferrazópolis, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.
 
A coordenadora da Frente, Andreia Barbosa, disse que a ideia era que os condutores participassem do ato. "Sem eles fica difícil. Vamos fazer uma ação simbólica em frente ao terminal", explicou.

A pista expressa da rodovia Anhanguera, no sentido São Paulo, estava totalmente bloqueada na altura de Campinas, entre os quilômetros 107 e 98.

Cerca de 30 manifestantes caminhavam pelo acostamento da rodovia Régis Bittencourt na altura do Km 271, sentido São Paulo, em direção ao km 269.

Por volta das 6h, manifestantes atearam fogo em pneus no início da rodovia Hélio Smidt, que dá acesso ao aeroporto internacional de São Paulo. Segundo a assessoria de imprensa da rodovia, os manifestantes lançaram os pneus, atearam fogo e saíram do local

Um grupo de manifestantes do Sindicato dos Eletricistas interditou uma faixa da Avenida Tiradentes, no sentido centro. O grupo caminhava em direção ao INSS, na região central de São Paulo.

Na Avenida dos Estados, em Santo André, também no ABC, um grupo ateou fogo em pneus na altura da Avenida Antonio Cardoso. Bombeiros controlaram o fogo por volta das 6h45.

Um grupo incendiou ônibus de serviços de transporte coletivo, na madrugada desta sexta-feira, em ao menos quatro cidades do interior, horas antes de ter início a greve em protesto contra a reforma da Previdência.
 
Em Sorocaba, dois ônibus foram incendiados no Parque Vitória Régia, zona norte da cidade. Um dos veículos incendiados desceu pela rua e atingiu uma casa. O fogo se espalhou, mas ninguém ficou ferido.

A Guarda Municipal de Sorocaba apreendeu pregos retorcidos, chamados "miguelitos", lançados em uma avenida de acesso a indústrias e à prefeitura da cidade. Três carros tiveram pneus furados. Em Alumínio, um ônibus de uma empresa de fretamento foi incendiado próximo da região central.

Houve ataque também em Votorantim. Um ônibus usado no transporte de funcionários de uma empresa foi incendiado no Parque Real. Ninguém foi preso.

Em Jacareí, no Vale do Paraíba, um micro-ônibus de uma empresa de fretamento foi incendiado durante a madrugada no bairro Nova Jacareí.
 
O veículo estava estacionado em frente à casa do motorista. Em todos os casos, a Polícia Civil encaminhou equipes para realizar perícia nos veículos. Inquéritos vão apurar se os ataques têm relação com os protestos contra a reforma da Previdência.
 
REPERCUSSÃO
 
A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) critica a paralisação de hoje na cidade. “É um movimento claramente político, organizado por algumas categorias, que prejudica o movimento no comércio e atrapalha o trânsito, gerando transtornos para toda a população”, declara Roberto Mateus Ordine, presidente em exercício da ACSP.

Ele cumprimenta os trabalhadores de SP, que “apesar das dificuldades para chegar ao emprego e cumprir compromissos – em função de uma minoria que aderiu à greve – se esforçam para chegar ao trabalho; esse é o povo de SP”.

FOTO: Nacho Doce/Reuters (Ag.Brasil)