Brasil

Governo de SP quer reorganizar o Centro Histórico para atrair turistas


Uma das prioridades elencadas por Vinicius Lummertz, secretário de Estado de Turismo, é encontrar soluções para pessoas em situação de rua


  Por Redação DC 27 de Agosto de 2021 às 12:08

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O Governo de São Paulo pretende promover encontros entre Prefeitura, entidades de classe, movimentos sociais e a iniciativa privada com o objetivo de encontrar soluções conjuntas para a reorganização do Centro Histórico de São Paulo. A ideia é impulsionar o turismo na cidade e, consequentemente, em todo Estado, além de dinamizar a economia paulista de uma forma geral.

A retomada do turismo em São Paulo e as formas de impulsioná-lo foi tema da palestra do secretário de Estado de Turismo e Viagens, Vinicius Lummertz, na última terça-feira (24), que ocorreu na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O evento foi promovido pela entidade em parceria com a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Lummertz vê o Centro Histórico da capital paulista como sendo potencialmente um dos principais cartões de visita do País. "Arrume o Centro e despolua os rios da cidade que todos virão", projeta o secretário. A solução, segundo ele, não é simples e precisa envolver vários setores da sociedade para que as decisões sejam tomadas em consenso.

No Centro, uma das questões mais polêmicas a serem resolvidas refere-se aos moradores de ruas que dormem e montam suas barracas em frente a atrações históricas como a Praça da Sé e o Pátio do Colégio.

O secretário deixa claro que essas pessoas merecem ter uma moradia digna, emprego e trabalho, mas que para atrair turistas as pessoas não podem ficar acampadas em frente aos patrimônios públicos. As medidas que precisam ser colocadas em prática, segundo ele, têm de ser encontradas entre poder público e sociedade civil organizada em encontros frequentes.

"A gente precisa encontrar uma solução democrática para que não haja polêmicas desnecessárias", disse. "Em várias das principais cidades turísticas do mundo nós não encontramos pessoas acampadas em frente às atrações locais, porque existe menos desigualdade social, sim, mas também porque não pode", continuou.

De acordo com o que vislumbra o secretário, o Centro Histórico também precisaria receber investimentos que podem ocorrer tanto pelo Poder Público quanto pela iniciativa privada. O dinheiro serviria para revitalizar monumentos e investir em serviços e no incentivo ao comércio também voltado ao turismo.

DISTRITOS TURÍSTICOS

Se o Centro Histórico de São Paulo pode ser um dos principais cartões de visita do Estado, no litoral e no interior há também regiões que já recebem mais incentivos do Governo como grandes polos de atração turística.

Em junho de 2021 foi publicada a Lei Estadual 17.374, que trata da criação de Distritos Turísticos para áreas de interesse social, cultural, histórica, ambiental, urbanística e econômica, incluindo orla marítima, complexos de lazer e parques temáticos indutores do turismo.

Serão beneficiadas por esta lei cidades do Litoral Norte, como Ilhabela; Campos do Jordão; e os polos de Jundiaí, Itupeva, Vinhedo, além da cidade de Olímpia.

Esses locais estão contemplados pela lei que tem o objetivo de garantir recursos, por meio de investimentos privados e fomento ao empreendedorismo no turismo. O Poder Público fica responsável também por fazer intervenções para melhorar a infraestrutura dessas regiões.

A palestra do secretário de Estado de Turismo e Viagens, Vinicius Lummertz, que ocorreu na sede da ACSP, contou com a participação de empresários, comerciantes e representantes das instituições organizadoras da atividade que fizeram suas perguntas em cima de assuntos de interesse público.

 

IMAGEM: Thinkstock






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