Brasil

Governo brasileiro espera que eleição de Macron ajude Mercosul


O ministro Marcos Pereira, do Comércio Exterior, tenta convencer a Europa a aumentar a cota de importação de carne brasileira


  Por Estadão Conteúdo 08 de Maio de 2017 às 17:48

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O ministro Marcos Pereira, da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), disse nesta segunda-feira, 8/05, que a eleição de Emmanuel Macron para presidente da França no domingo foi importante para as negociações em curso do Mercosul com países da União Europeia e as negociações do próprio Brasil com a Europa.

"É importante ressaltar que nós aguardávamos com muita ansiedade as eleições que aconteceram ontem na França porque poderia ser um sinal que viria a prejudicar o andamento do acordo do Mercosul com a EU”, disse Pereira. 

Mas, segundo o ministro, após análise preliminar, o entendimento é que “não haverá maiores dificuldades com o presidente eleito da França.”

O ministro disse que ainda há uma eleição sensível na Europa para ocorrer, ao se referir à eleição na Alemanha em setembro. 

A preocupação existe porque o Brasil pediu à Europa que aumente a cota de importação adotada pelo Velho Continente à carne bovina, ao etanol e ao açúcar brasileiros.

"Esses temas são sensíveis sobretudo na França e na Irlanda. Por isso, essa eleição na França ontem foi muito importante para que essas negociações continuem avançando", comemorou Marcos Pereira.

Ele ressaltou que uma das suas metas é aumentar a participação do Brasil no comércio mundial. Segundo o ministro, o Pais ocupa a posição de 9.ª economia do mundo, mas está em 25.º lugar em termos de participação no comércio mundial. "Nós queremos mudar este cenário", disse.

Para ele, das dez maiores economias do mundo só o Brasil não está entre os dez com maior participação no comércio global. Isso, de acordo com Marcos Pereira, só será mudado com as reformas que darão maior competitividade às empresas brasileiras.

Para o ministro do MDIC, a retomada no curto prazo da produção industrial já é uma realidade mostrada pelos dados do primeiro trimestres. 

"Nós queremos aumentar os níveis de emprego e renda. Queremos inserir o Brasil nas cadeias produtivas globais porque não é admissível que seja mais barato para o Chile importar veículos da Europa e dos EUA e para a Colômbia importar veículos da Ásia do que do Brasil", disse o ministro.

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