Brasil

Equipe econômica protege país da "ala podre" do governo


É o que afirmou o economista Eduardo Giannetti da Fonseca neste sábado, quando pesquisa Datafolha conferiu a Michel Temer o menor índice de popularidade de um presidente nos últimos 28 anos


  Por Estadão Conteúdo 24 de Junho de 2017 às 18:28

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O economista Eduardo Giannetti da Fonseca acredita que o fator que diferencia o momento atual do presidente Michel Temer do período que precedeu o impeachment de Dilma Rousseff é a "excelente equipe econômica" do peemedebista.

"Esta equipe protege o País de medidas populistas", afirmou, durante debate nesta tarde em evento da XP Investimentos.

O economista observou que não são apenas nomes como o do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, mas de técnicos da Fazenda e do Banco Central, além do novo comando das estatais, todos formados por profissionais experientes. Para Giannetti, baixas na equipe seriam um mau sinal.

"Tudo isso nos protege da ala podre do governo e é importante que essa equipe permaneça até o fim."

Nas eleições de 2018, o economista disse que todo o quadro eleitoral vai depender da entrada ou não na corrida presidencial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Se o petista disputar as urnas, Giannetti acredita que ele irá para o segundo turno e haverá uma polarização na campanha.

Sem Lula, Giannetti avalia que o quadro tende a ficar mais pulverizado, com potenciais candidatos ficando mais dispostos a entrar na disputa.

Giannetti destacou que a reforma da Previdência é de "primeiríssima ordem", mas também é preciso pensar em outras mudanças, como o pacto federativo.

"É preciso resgatar no Brasil um sistema de cidadania tributária em que o cidadão sabe quanto paga de impostos, para onde vai e o que é feito". Para o economista, o dinheiro público precisa ser gasto mais perto de onde é arrecadado e não redirecionado para Brasília.

POPULARIDADE EM BAIXA

Apenas 7% da população brasileira considera o governo do presidente Michel Temer "ótimo" ou "bom", de acordo com uma pesquisa divulgada hoje (24/06) pelo Instituto Datafolha.

Esta é a menor marca já registrada por um presidente nos últimos 28 anos. Apenas José Sarney ficou abaixo disso, com 5%, em setembro de 1989, durante a crise da hiperinflação no Brasil.

O Datafolha revelou que a gestão de Temer é considerada "ruim" ou "péssima" por 69% dos eleitores, e "regular" por 23%.

A situação atual do peemedebista é pior, inclusive, que a da ex-presidente Dilma Rousseff às vésperas de seu impeachment. Em abril de 2016, a petista tinha 13% de aprovação e 63% de reprovação.

*Com Agência ANSA