Brasil

Empresários querem audiência para rever Sexta Sem Carro


Ofício da Associação Comercial de São Paulo enviado ao prefeito Bruno Covas destaca prejuízo gerado pelo programa aos comerciantes da região central da cidade


  Por Redação DC 11 de Maio de 2018 às 14:37

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) solicitou à Prefeitura de São Paulo audiência para rever o programa Sexta Sem Carro. A entidade enviou ofício ao prefeito Bruno Covas na última terça-feira, 8/05, a fim de que sejam discutidos os atuais efeitos da ação nos estabelecimentos comerciais do centro da capital.

A ACSP está localizada na rua Boa Vista, cujo trânsito é interrompido por decisão da prefeitura nas últimas sextas-feiras de cada mês. Em maio, o programa foi estendido para todas as sextas-feiras do mês.

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Para a entidade, a medida foi adotada “sem qualquer diálogo e sem levar em consideração seu impacto sobre as atividades localizadas na área central, afetando negativamente muitas empresas legalmente estabelecidas, contribuintes de impostos, geradoras de emprego e de renda”.

A ACSP vem sendo procurada por empresários da região central, “que não consideram justa, e nem necessária, a interdição, que afeta negativamente seus negócios.

Argumentam que, em um período de grandes dificuldades da economia, caberia ao Poder Público estimular o empreendedorismo e o fortalecimento das empresas, não se justificando restrições que prejudicam suas atividades, com base em visões parciais da realidade”, diz o documento.

A entidade frisou que interdição da Boa Vista tem gerado congestionamentos na região, colocando em dúvida o eventual benefício do bloqueio para a redução da poluição. E pede que o assunto seja discutido pelo diálogo para alcançar a melhor solução para a cidade e sua população.

LEIA A ÍNTEGRA DO OFÍCIO ENVIADO PELA ACSP

São Paulo, 8 de maio de 2018.

OF.SG.080/18

Senhor Prefeito,

A Associação Comercial de São Paulo – ACSP pede vênia para transmitir a Vossa Excelência a preocupação dos empresários da Rua Boa Vista e região, no tocante a interdição dessa via com sérios transtornos às atividades empresariais.

A Boa Vista tem tido seu trânsito interrompido com bastante frequência por protestos de movimentos sociais e manifestações diversas, que provocam sérios prejuízos não apenas para as atividades econômicas de estabelecimentos nela localizados, como também na Rua Líbero Badaró e seu entorno, sem que se constate qualquer ação das autoridades para coibir ou amenizar os impactos negativos dessas paralisações.

Se os problemas que as manifestações provocam, e os prejuízos que acarretam não dependem do Poder Municipal, o trânsito na Rua Boa Vista vem sendo interrompido por decisão da Prefeitura nas últimas sextas-feiras do mês, e o foi na última sexta feira, medida que foi adotada sem qualquer diálogo e sem levar em consideração seu impacto sobre as atividades localizadas na área central, afetando negativamente muitas empresas legalmente estabelecidas, contribuintes de impostos, geradoras de emprego e de renda.

Deve-se ressaltar que os congestionamentos provocados pela interdição de uma das mais importantes vias de ligação do trânsito na área central colocam em dúvida o eventual benefício da interdição para a redução da poluição.

A ACSP, através de sua Distrital Centro, vem sendo procurada pelos empresários estabelecidos na região central, que não consideram justa, e nem necessária, a interdição, que afeta negativamente seus negócios. Argumentam que, em um período de grandes dificuldades da economia, caberia ao Poder Público estimular o empreendedorismo e o fortalecimento das empresas, não se justificando restrições que prejudicam suas atividades, com base em visões parciais da realidade.

Tendo em vista o exposto, a ACSP pede vênia para solicitar a Vossa Excelência audiência, a fim de discutir a questão da interdição da Rua Boa Vista, para, pelo diálogo, se encontrar a melhor solução para a cidade e sua população.
A signatária renova a Vossa Excelência manifestação de elevada e distinta consideração.

Alencar Burti

Presidente