Brasil

Eike é condenado a 30 anos de prisão por corrupção ativa


A sentença foi imposta pelo juiz Marcelo Bretas. O empresário também terá de pagar multa de R$ 53 milhões


  Por Estadão Conteúdo 03 de Julho de 2018 às 14:58

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Criminal Federal do Rio, condenou o empresário Eike Batista a 30 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Bretas impôs a Eike, ainda, multa de R$ 53 milhões.

Na mesma sentença, o magistrado condenou o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB) a 22 anos e oito meses de reclusão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A ex-primeira-dama Adriana Ancelmo foi sentenciada a 4 anos e seis meses de prisão no regime semiaberto.

Bretas também condenou o ex-vice-presidente do Flamengo Flávio Godinho a 22 anos de prisão.

Eike chegou a ser preso na Operação Calicute em janeiro de 2017, sob acusação de pagar propinas de US$ 16,5 milhões a Cabral. Na denúncia, oferecida em fevereiro de 2017, o Ministério Público Federal assinalou, sobre Eike, sua contemporânea disposição de ludibriar os órgãos estatais de investigação.

“Uma prática que tem se mostrado comum ao mesmo, que é a de simular atos jurídicos formalmente perfeitos para dar foros de legalidade a operações que, em verdade, traduzem pagamento de propina e lavagem de dinheiro”, afirma a denúncia sobre Eike.

Sobre o ex-governador a acusação da Procuradoria diz que ele “tinha o poder de praticar atos de ofício para beneficiar o empresário em seus empreendimentos no Estado, sendo efetivamente paga por Eike Batista em janeiro de 2013 a propina solicitada em contraprestação à influência a ser exercida pelo então governador do Estado do Rio de Janeiro quanto aos interesses privados das empresas do grupo X”.

 

IMAGEM: Wilson Dias/Agência Brasil