Brasil

Economist destaca o Sul como "o país que você não conhece"


"Embora a região não tenha sido poupada da pior recessão da história moderna do Brasil, seus efeitos foram mais leves", observa a revista britânica, que aponta Florianópolis (foto) como um dos principais polos de startups


  Por Redação DC 24 de Novembro de 2016 às 20:14

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Sob o título "O País que Você não Conhece", a revista britânica The Economist, que será distribuída neste final de semana, publica uma reportagem sobre a pujança da região Sul em contraste com o restante do Brasil.

Para a Economist, a maior diferença reside na área econômica. "Embora a região não tenha sido poupada da pior recessão da história moderna do Brasil, seus efeitos foram mais leves", concluiu a revista, citando a taxa de desemprego local de 8% ante a média nacional de 11,8% e a manutenção da arrecadação no ritmo da inflação - o que sinalizaria um nível de consumo resiliente. "Esta força tem suas origens na história industrial, mas a região tem lições para ensinar ao resto do Brasil."

A publicação revela ainda que a desigualdade na região é menor do que no restante do País, que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita é superior à média nacional e que os alunos da região superam a maioria dos outros estudantes brasileiros em testes internacionais.

Para apresentar a reportagem, a revista ouviu o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e avaliou que os governos locais impuseram menos "da burocracia corporativa pela qual o Brasil é famoso". Diz ainda que os Estados do Sul estão entre os mais competitivos do País.

Cita ainda que as cooperativas de crédito do Sul dão às empresas um melhor acesso ao financiamento do que o que está disponível em outras partes do Brasil. Coamo do Paraná, com 27 mil membros, é a maior cooperativa agrícola da América Latina.

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"Esta história legou à região uma classe média relativamente grande e menor desigualdade do que no resto do Brasil. Seu PIB por pessoa está acima da média. A principal contribuição do governo foi não desperdiçar essas vantagens", observa a Economist. "Os alunos da região superam a maioria dos outros escolares brasileiros em testes internacionais".

Ao comentar que os três Estados estão entre os mais competitivos do país, a publicação britânica lembra que, em um ranking de sua unidade de inteligência, Paraná e Santa Catarina se posicionaram em segundo e terceiro lugar, depois de São Paulo; O Rio Grande do Sul ficou em nono lugar entre os 27 estados brasileiros.

Também enfatiza que o investimento estrangeiro está se valendo das vantagens de produzir no Sul, citando como exemplos a alemã BMW, que abriu sua primeira fábrica brasileira em Santa Catarina há dois anos; e a francesa Renault, que investe R$ 740 milhões para expandir no Paraná.

"Florianópolis é um dos principais polos de startups no Brasil", conclui a Economist, ao acrescentar que suas empresas de tecnologia pagam mais em impostos do que o bem desenvolvido setor turístico da cidade. As capitais dos outros dois estados -Porto Alegre e Curitiba -estão muito próximas.

*Com informações de Estadão Conteúdo

FOTO: Thinkstock

 






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