Brasil

Doria propõe polo de tecnologia no atual terreno do Ceagesp


Candidato do PSDB abriu nesta segunda-feira (29/08) o ciclo de debates com os concorrentes à Prefeitura de São Paulo, organizado pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo)


  Por Redação DC 30 de Agosto de 2016 às 08:00

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


João Doria Jr., candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB, anunciou estar elaborando um plano para, se eleito, transformar a atual área do Ceagesp, com 700 mil metros quadrados na zona Oeste, em polo de tecnologia, com a atração das grandes empresas mundiais do setor e implantação de escolas técnicas.

Ele foi, no final da tarde de segunda-feira (29/8), o primeiro participante do ciclo de debates com candidatos a prefeito do Município, organizado pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo).

O candidato tucano também disse que a nova área para o entreposto de alimentos, junto ao Rodoanel, deverá se tornar um polo de atração gastronômica e lidar com o comércio de carnes, o que inexiste atualmente.

O encontro foi presidido por Alencar Burti, presidente da ACSP e também da Facesp (Federação das Associações Comerciais de São Paulo).

Burti insistiu no fato de que a ACSP é uma instituição apartidária e que permanecerá aberta aos demais candidatos. Quanto a Doria, elogiou-o como um "homem íntegro" e um  "administrador de primeira categoria".

O candidato lembrou de seu pai, o publicitário e empresário João Doria (1919-2000) e sua participação, em meados da década de 1950, na criação do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, em iniciativas nas quais a ACSP teve um papel importante.

Lembrou os momentos em que já havia se associado à política, como nas campanhas de Franco Montoro ao Senado, em 1978, ao governo do Estado, em 1982, e na campanha pelas Diretas-Já, em 1984.

Foi aos 23 anos secretário municipal do então prefeito paulistano Mário Covas, em 1983, e a seguir, na esfera federal, presidente da Embratur.

Seguiu-se um longo e bem-sucedido período de carreira empresarial, na qual Doria diz ter aprendido noções que permanecem importates em seus planos para a Prefeitura de São Paulo.

A administração pública, a seu ver, precisa ser descentralizada e ter metas a serem cumpridas por pessoas competentes. Citou o caso das Subprefeituras –que, se eleito, transformará em Prefeituras Regionais – cujos titulares sairão de uma lista tríplice e que serão escolhidos e a seguir cobrados pelo cumprimento das metas que forem fixadas.

Mencionou a ampla coligação que o apoia, com 13 partidos e 498 candidatos a vereador. "Quero fazer política com grandeza, com alma."

Disse também se apresentar aos eleitores como empresário, "um empresário na política. É isso que as pessoas esperam. Gestão eficiente. É o que falta na cidade de São Paulo."

Ele foi bastante crítico com a gestão petista de Fernando Haddad. Se de um lado as ciclovias são teoricamente algo positivo, o atual prefeito não dialogou com a população ou com os comerciantes ao implantá-las.

Considerou deploráveis as ciclovias mal feitas, "em cima das calçadas", sem planejamento e, a seu ver, abertas em vias públicos em que não seriam essenciais.

A mesma falta de diálogo, disse Doria, levou a Prefeitura a uma diminuição drástica da velocidade nas marginais. "Caso eu seja eleito, no dia seguinte ao de minha posse elas voltarão a ter a velocidade máxima de 70 km e 90 km, conforme o Código  de Trânsito Brasileiro".

Disse também ser necessário "desburocratizar a cidade", agilizando o empreendedorismo, sem criar dificuldades para quem deseja empreender ou construir.

Indagado de diminuiria o ISS, hoje na capital em 5%, respondeu negativamente. Mas disse que tampouco aumentaria a alíquota. " Não vou fazer uma gestão irresponsável. Vou fazer uma gestão eficiente".

Disse ter montado 27 grupos de trabalho, que fazem uma radiografia dos problemas da cidade.

DORIA (SEGUNDO DA ESQ. PARA DIR.), AO LADO DE ALENCAR BURTI, PRESIDENTE DA ACSP

Como maior exemplo negativo da atual administração ele citou a chamada operação Braços Abertos, com os dependentes de crack na região central da cidade.

O auxílio aos dependentes está servindo para que eles continuem a consumir as drogas e a alimentar, com isso, a rede de traficantes.

"São Paulo tinha uma só cracolância. Hoje já são cinco, com esse estímulo indireto da Prefeitura."

Doria afirmou, por fim, que "não há heróis na política. Há um conjunto de valores. Queremos essa cidade mais organizada, mais limpa, mais decente. Ao término desses quatro anos terei orgulho de dizer que valeu a pena".

FOTOS: Rejane Tamoto/DC





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