Brasil

Doria diz que economia paulista não vai fechar mais


O governador afirmou ainda que sua gestão já tem 6 milhões de doses da vacina desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e que aguarda a aprovação da Anvisa


  Por Estadão Conteúdo 11 de Dezembro de 2020 às 10:39

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Apesar de reconhecer uma segunda onda da covid-19 no Brasil, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), garantiu que não fechará nenhum setor da economia paulista em definitivo e regulará apenas horários de funcionamento e protocolos de higiene. Segundo o mandatário, será possível seguir com 84% das atividades abertas no Estado.

Em discurso na abertura do 19º Fórum Lide, Doria destacou que, se não fossem as políticas sanitárias conduzidas por governadores, o País estaria em uma situação muito pior devido à pandemia. O evento está sendo realizado em um hotel na capital paulista com a presença de palestrantes e da diretoria do grupo empresarial.

VACINA

Doria destacou, mais uma vez, o início da produção da Coronavac no Instituto Butantan, afirmando que sua gestão já dispõe de 6 milhões de doses da vacina desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Até o fim de janeiro serão 46 milhões e até o fim de fevereiro, 60 milhões, segundo o tucano.

LEIA MAIS: Lojistas precisam fazer sua parte para evitar aglomerações

O tucano voltou a informar que 11 governadores já formalizaram ao Butantan seu interesse de adquirir o imunizante quando houver aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os Estados listados por Doria ontem em entrevista coletiva sobre a Coronavac são Acre, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraíba, Pará, Roraima, Piauí e Rio Grande do Norte.

O mato-grossense Mauro Mendes, presente no evento do Lide, fará ainda hoje uma visita ao Instituto Butantan para avaliar a possibilidade de seguir o mesmo caminho. Doria sugeriu a Zema que Minas também poderia se juntar aos Estados com protocolo firmado para receber as 4 milhões de doses extras a partir de 25 de janeiro e imunizar seus profissionais de saúde. "Nada impede que os Estados que adotam a Coronavac para proteger profissionais de saúde depois sigam com outras vacinas", comentou o tucano.

ECONOMIA PAULISTA

A secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patrícia Ellen, afirmou que a economia de São Paulo teve queda menor em meio à pandemia de coronavírus e está se recuperando de forma muito rápida, em "V".

Segundo a secretária, o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado já está acima do dado de fevereiro, pré-pandemia. A secretária ainda disse que o saldo negativo de empregos em São Paulo já deve ser zerado em novembro, caso o saldo líquido do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de outubro, de cerca de 130 mil vagas, seja mantido.

Para ressaltar a força da economia paulista, Patrícia Ellen também destacou que o número de abertura de empresas na Junta Comercial do Estado tem batido recorde nos últimos três meses.

IMAGEM: Valter Campanato/Agência Brasil






Publicidade





Publicidade







Publicidade