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Distrital Penha da ACSP quer mais interação entre empresários locais


A nova diretoria da distrital da ACSP foi empossada na última quinta-feira, 25/07. O advogado Alfredo Alves Veloza assumiu o comando da regional pela segunda vez. Havia ocupado o cargo de 1993 a 1995


  Por Wladimir Miranda 29 de Julho de 2019 às 15:31

  | Repórter vmiranda@dcomercio.com.br


O empreendedorismo e a livre iniciativa são as prioridades de Alfredo Alves Veloza, que tomou posse quinta-feira, (25/07), como Diretor Superintendente da Distrital Penha, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Advogado de 63 anos, Veloza cumprirá no biênio 2019/2021 o seu segundo mandado à frente da distrital, fundada em 1951, uma das mais antigas da ACSP. Ele ocupou o cargo de 1993 a 1995.

A distrital tem uma área de atuação que abrange oito bairros (Penha, Vila Beatriz, Jardim Paula, Chácara da Penha, Vila Centenário, Cangaíba, Vila Matilde e Artur Alvim), onde vivem mais de um milhão de pessoas.

É uma região de comércio forte, com lojas de departamento e o Shopping Center Penha, um dos maiores da Zona Leste. As principais vias comerciais do distrito são a Rua Padre João, Rua Dr. João Ribeiro e Avenida Penha de França.

Junto com Alfredo Alves Veloza, também tomaram posse 42 membros, seis diretores executivos (cinco vices), e 29 conselheiros (as), sendo sete natos. A cerimônia contou com a presença de mais de 130 convidados, entre eles, Andrea Matarazzo, pré-candidato a prefeito de São Paulo pelo PSD na eleição do próximo ano.

A solenidade de posse foi presidida por Francisco Antonio Parisi, vice-presidente da ACSP, que representou Alfredo Cotait Neto, presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da ACSP.

A seguir, os principais trechos da entrevista concedida por Alfredo Alves Veloza ao Diário do Comércio:

 

Em sua visão, qual o maior desafio que a Distrital Penha vai enfrentar?

Como a distrital representa a ACSP, nosso empenho é na defesa do empreendedorismo e da livre iniciativa, com apoio aos nossos associados na prestação de serviços que facilitem o desenvolvimento da sua atividade específica. O maior problema talvez sejam as dificuldades decorrentes do desajuste na economia do país, com a carga tributária excessiva, que inibe e prejudica o desenvolvimento da atividade empreendedora.

 

A Penha tem um comércio forte. O que precisa ser feito para que o setor fique ainda mais pujante?

A Penha, assim como os demais bairros tradicionais de São Paulo, não tem mais um comércio forte como já teve. Necessitamos de uma atuação consistente do poder público nas áreas de sua competência. Precisamos ter uma economia estável, uma legislação tributária mais simples e desburocratizada. De nossa parte, buscamos atuar junto ao poder público, cobrando soluções e contribuindo com propostas concretas e efetivas.

 

Um problema que o comércio legalizado enfrenta em São Paulo são os vendedores ambulantes ilegais. Como a sua gestão pretende lidar com este problema?

A questão dos vendedores ambulantes ilegais em nossa região não é diferente do que se vê em outras regiões da cidade. Total desorganização.

 

Quantos vendedores ambulantes atuam nas ruas da Penha?

Não temos este número com precisão, pois, dependendo do período e época do ano, eles variam muito. Alguns são legalizados, outros, em maior número, como se sabe, não são. Embora a resposta pareça óbvia, não sabemos informar se há controle destes vendedores.

 

Qual a via mais afetada pela presença dos vendedores ambulantes?

São a Avenida Penha de França, Rua Dr. João Ribeiro, Praça 8 de Setembro e Largo do Rosário, que ficam no centro histórico do bairro, além das vias localizadas nos centros comerciais dos demais distritos da nossa área de abrangência.

 

A sua gestão pretende ter um bom relacionamento com órgãos públicos, como a subprefeitura da penha e os setores de segurança?

Pretendemos manter o excelente relacionamento que já existe com os órgãos públicos, com empenho para que haja um estreitamento ainda maior.

 

A questão da falta de segurança na região preocupa?

A falta de segurança preocupa a todos nós cidadãos brasileiros.

 

Qual é o ponto forte da região englobada pela Distrital da Penha? Seria o setor de serviços, pequenos e médios estabelecimentos comerciais?

Os pontos fortes da nossa região são o comércio e os serviços.

 

A chegada à região de algumas faculdades trouxe benefícios? Quais?

Sem dúvida. Foram criados novos empregos. O setor do comércio nas proximidades destes estabelecimentos de ensino foi beneficiado. Além disso, os habitantes passaram a ter o acesso facilitado ao ensino.

 

O senhor tem planos para realizar eventos na distrital, como cursos para empreendedores?

Sim. Vamos criar condições para nos aproximar ainda mais de quem quer empreender em nossa região. Faremos encontros de negócios para que os comerciantes e moradores em geral conheçam os produtos e serviços exclusivos que a ACSP e suas entidades representativas possuem para apoiar e facilitar o empreendedorismo.

 

IMAGEM: Guia Penha On line