Brasil

Desemprego já atinge 11 milhões de brasileiros


Na comparação com o primeiro trimestre de 2015, 1,4 milhão de pessoas passaram a trabalhar por conta própria


  Por Agência Brasil 29 de Abril de 2016 às 11:18

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


A taxa de desocupação ficou em 10,9% no primeiro trimestre deste ano, encerrado em março, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre encerrado em dezembro, o índice havia chegado a 9% e no primeiro trimestre de 2015, bateu 7,9%. Esta é a maior taxa de desemprego da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua) iniciada em 2012.

A população desocupada chegou a 11,1 milhões de pessoas, aumentando 22,2% (2 milhões de pessoas), em relação ao número de desempregados do período imediatamente anterior (outubro a dezembro de 2015).

No confronto com igual trimestre do ano passado, o número de desemprego subiu 39,8%, o que significa um aumento de 3,2 milhões de pessoas desocupadas.

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Os dados do IBGE indicam que, no trimestre encerrado em março deste ano, a população ocupada do país estava em 90,6 milhões de pessoas, apresentando uma redução de 1,7%, quando comparada com o trimestre de outubro a dezembro de 2015. Em comparação com igual trimestre do ano passado, houve queda de 1,5% na população ocupada, representando menos 1,4 milhão de pessoas.

CARTEIRA ASSINADA

Em um ano, 1,4 milhão de pessoas deixaram de integrar o contingente de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado, que fechou o último trimestre em 34,6 milhões de trabalhadores.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio Contínua divulgada pelo IBGE. O número de empregados com carteira assinada apresentou queda em ambos os períodos de comparação.

Frente ao trimestre de outubro a dezembro do ano passado, a queda foi de 2,2%, e na comparação com igual trimestre do ano passado (janeiro/março), a redução foi de 4%.

Em contrapartida, a categoria das pessoas que trabalharam por conta própria registrou aumento de 1,2% em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2015, o que significou incremento de 274 mil pessoas.

Na comparação com o trimestre de janeiro a março de 2015, houve aumento de 6,5% no número dos que trabalhavam por conta própria, o que representou um acréscimo de 1,4 milhão de pessoas.

Já a participação dos empregadores apresentou redução de 5,8% em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2015 e, de 8,6% em relação ao trimestre de janeiro a março de 2015.

Por grupos de atividade, o contingente de ocupados caiu 5,2% na indústria em geral no trimestre encerrado em março, em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2015, um total de 645 mil pessoas a menos empregadas no parque fabril do país.

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A queda foi de 4,8% na construção (-380 mil pessoas); de menos 1,9% na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (o equivalente a menos 299 mil pessoas); e de 1,6% no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-280 mil pessoas).

RENDIMENTO MÉDIO

Os dados divulgados pelo IBGE indicam, ainda, que o rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos fechou março em R$ 1.966, permanecendo estável frente a R$ 1.961 relativos ao trimestre de outubro a dezembro de 2015. Com relação ao mesmo trimestre do ano passado, o rendimento médio real habitual caiu 3,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, quando era de R$ 2.031.

Na comparação com o trimestre de outubro a dezembro de 2015, apenas os trabalhadores domésticos apresentaram aumento no rendimento médio (2,3%). Em relação ao trimestre de janeiro a março de 2015, na categoria dos trabalhadores por conta própria, houve redução de 3,9% no rendimento médio.

Ainda em relação ao trimestre outubro a dezembro de 2015, houve retração de 4% na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura e alta de 2,3% no grupamento dos serviços domésticos.

Frente ao trimestre janeiro a março de 2015, a retração foi ainda maior: de 8% nos rendimentos da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, e de 5,5% no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas.

Segundo o IBGE, os R$ 173,5 bilhões relativos a massa de rendimento real habitualmente recebida em todos os trabalhos ficaram estáveis em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2015, mas teve queda de 4,1% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

*Foto: Estadão Conteúdo






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