Brasil

Comércio volta ao normal na área de prédio que pegou fogo


Nesta quinta-feira ainda havia focos de fumaça na fachada do edifício onde funcionava a loja A Gaivota, na região da 25 de Março. As lojas das ruas próximas puderam funcionar normalmente


  Por Wladimir Miranda 13 de Dezembro de 2018 às 18:32

  | Repórter vmiranda@dcomercio.com.br


A Defesa Civil, órgão da prefeitura paulistana, isolou a área do que restou do prédio de três andares onde funcionavam o depósito de tecidos, a loja A Gaivota, e uma lanchonete, na esquina das ruas Cavalheiro Basilio Jafet e Jorge Azem, na região da Rua 25 de março.

O edifício, construído em 1924, teve a fachada destruída pelas chamas, na manhã de quarta-feira, 12/12.

A estrutura do prédio ficou abalada. A temperatura no interior do estabelecimento chegou a 750 graus. Não houve vítimas.

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Nesta quinta-feira, 13/12, quatro homens da Defesa Civil estavam no local. Focos de fumaça ainda foram notados saindo do edifício.

Luís Fernando Barbosa, diretor da Defesa Civil, disse que os focos de fumaça são normais após incêndios de grandes proporções. “Não há mais nada para queimar dentro do edifício. Esta fumaça é proveniente das cinzas que ficaram em pontos isolados da construção”, afirmou.

Foi feita a avaliação na estrutura do prédio. E existe o perigo de desabamento.

“O imóvel está interditado. Houve um colapço estrututural do prédio. As vigas e colunas estão comprometidas. O isolamento que fizemos é suficiente para que, se houver o desabamento, nenhum prédio das imediações seja atingido”, disse.

COMÉRCIO ABRE AS PORTAS

Os estabelecimentos comerciais do trecho da Rua Cavalheiro Basilio Jafet até a Rua Jorge Azem, que foi interditado logo após o incêndio da quarta-feira, puderam abrir suas portas nesta quinta-feira.

TENENTE DA DEFESA CIVIL DIZ QUE A
ESTRUTURA DO PRÉDIO ESTÁ DANIFICADA

A área isolada pela Defesa Civil vai da Jorge Azem até a Rua da Cantareira. O isolamento atinge só o lado direito, exatamente onde fica o prédio que pegou fogo. Do outro lado do cordão de isolamento, as lojas tiveram permissão para funcionar.

Na tarde desta quinta-feira, a curiosidade ainda era grande em frente ás duas entradas do prédio de A Gaivota.

A fumaça que saía da fachada do edifício não serviu de empecilho para que cerca de 50 pessoas ficassem nas calçadas olhando para a estrutura comprometida do imóvel.

De acordo com o Tenente Coronel Marcelo Cesar Carnevale, que comandou a operação de combate ao fogo, com 60 homens, o prédio de A Gaivota não possuía o Auto de Vistoria do Corpo de bombeiros (AVCB) –para funcionar.

Imagens: Wladimir Miranda