Brasil

Comércio lidera extinção de vagas no acumulado até maio


Dados do Caged revelam que 227,8 mil postos de trabalho desapareceram no setor, seguido pelos 108 mil da indústria de transformação


  Por Estadão Conteúdo 25 de Junho de 2016 às 06:55

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


A extinção de 448.101 vagas de janeiro a maio de 2016, segundo os dados com ajuste (que inclui declarações fora do prazo), é a mais intensa para o período desde o início da série do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) nesta comparação, em 2002.

Trata-se ainda do segundo resultado negativo para este intervalo - em 2015, foram fechados 243.948 postos nos cinco primeiros meses do ano.

Os dados do Caged mostram que a extinção de vagas de janeiro a maio deste ano ocorreu principalmente no comércio (-227.867), seguido pela indústria de transformação (-108.056).

Também fecharam postos nos primeiros cinco meses de 2016 os setores de construção civil (-86.473), serviços (-84.881), extrativa mineral (-4.190) e serviços industriais de utilidade pública (-2.777).

O setor de serviços foi o que mais fechou postos de trabalho em maio, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foram extintas 36.960 vagas no mês passado.

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As demissões também superaram as contratações nos setores de comércio (-28.885), construção civil (-28.740) e indústria de transformação (-21.162). Houve ainda extinção de vagas na indústria extrativa mineral (-1.195) e nos serviços industriais de utilidade pública (-181).

Por outro lado, a agricultura ampliou a sua mão de obra com 43.117 novos postos, segundo o Caged. Além dela, apenas a administração pública abriu novas vagas, com contratação líquida de 1.391 pessoas.

Ao todo, o Caged registrou um saldo de empregos formais negativo de 72.615 em maio.

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No acumulado deste ano até maio, abriram vagas as atividades de agricultura (48.547) e administração pública (17.596).