Brasil

Brasileiro segue pessimista com a economia


De acordo com ACSP, 53% dos consumidores consideram a atual situação financeira ruim e, 23%, boa


  Por Redação DC 01 de Fevereiro de 2017 às 10:22

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O INC (Índice Nacional de Confiança) da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) registrou 77 pontos em janeiro, dois a menos que no mês anterior e dois a mais que em janeiro de 2016. 

Essas ligeiras variações - inferiores à margem de erro de três pontos - indicam que o brasileiro segue pessimista, com a confiança pouco volátil. 

A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 18 de janeiro em todas as regiões brasileiras, pelo Instituto Ipsos.

Baseado nesse cenário, Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), aponta que é preciso que o governo siga cortando gastos

"Assim, o Copom poderá reduzir cada vez mais a taxa Selic, na esteira da queda inflacionária, para que a economia volte a girar”, diz.

“O brasileiro segue pessimista com o atual momento do País, mas está um pouco esperançoso em relação ao futuro".

O INC varia entre zero e 200 pontos, sendo que o intervalo entre zero e 100 é o campo do pessimismo e, de 100 a 200, o do otimismo.

A esperança em relação ao futuro, citada por Burti, deve-se ao componente da pesquisa que questiona os entrevistados sobre sua situação econômica nos próximos seis meses: em janeiro, 38% acreditam que irá melhorar, ao passo que 21% creem numa piora.

Quando perguntados sobre sua situação financeira atual, a situação se inverte. 53% dos consumidores a consideram ruim, enquanto, a 23% a classificam como boa. 

Parte desse ceticismo se deve ao desemprego, já que 51% estão inseguros nesse quesito. Ao mesmo tempo, subiu a média de conhecidos dos entrevistados que foram demitidos nos últimos seis meses: de 5,73 em dezembro para 5,82 no primeiro mês de 2017.  

REGIÕES

Embora o INC tenha se mantido estável no País, ele oscilou bastante quando analisado dentro das regiões brasileiras na passagem de dezembro de 2016 para janeiro de 2017.

No Sul, o índice despencou de 99 para 80 pontos. Embora a região se beneficie pelo desempenho agrícola, estados da região – mais notadamente o Rio Grande do Sul – passam por grave dificuldade fiscal.

O Nordeste teve uma queda acentuada na confiança (de 77 para 69 pontos), provocada pela forte estiagem que atinge a região, devastando a agropecuária.

No grupo das regiões Norte/Centro-Oeste, o índice subiu de 96 para 99 pontos. Com isso, essa é a área geográfica mais próxima da zona de neutralidade (100 pontos) e, portanto, a mais provável de entrar no campo otimista nos próximos meses. O motivo é o sucesso do setor agrícola, que deve bater recordes de produção neste ano.

No Estado de São Paulo, a confiança subiu de 62 para 66 pontos. O Sudeste teve mesma variação – de 68 para 72 – motivada, possivelmente, pelo otimismo da agricultura local e pela perspectiva de melhora da economia, decorrente das quedas da inflação e dos juros.

CLASSES

Analisando os dados do INC sob o recorte de grupos socioeconômicos, a classe D/E registrou a maior queda: a confiança caiu de 84 pontos para 79 na passagem de dezembro para janeiro. 

“A crise fiscal que atingiu a maioria dos estados reduziu benefícios sociais, destinados justamente a essas pessoas”, analisa Burti.

Na classe A/B, o INC recuou de 68 pontos para 65. Por fim, na classe C, passou de 81 para 79.

VEJA A PESQUISA DA ACSP NA ÍNTEGRA

*IMAGEM: Thinkstock





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