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Brasil faz a foto oficial. Desta vez, sem polêmica


Antes de deixar Londres para o jogo amistoso contra a Áustria, domingo, o último antes da estreia na Copa da Rússia, a Seleção Brasileira posou para a foto oficial. Em 1990, o ato deu o que o falar por causa de uma briga com a patrocinadora


  Por Wladimir Miranda 08 de Junho de 2018 às 17:38

  | Repórter vmiranda@dcomercio.com.br


A Seleção Brasileira realizou o último treino na tarde desta sexta-feira, 8/06, em Londres, antes de partir para Viena, onde enfrenta a Áustria, neste domingo, 10/06, às 11h, horário de Brasília, no último amistoso antes da estreia na Copa da Rússia, dia 17/06, às 15h, contra a Suíça, em Rostov.

O segundo adversário na competição será a Costa Rica, dia 22, às 9h, em São Petersburgo. No encerramento da fase de grupos, o Brasil enfrenta a Sérvia, dia 27, às 15h, em Moscou.

O último compromisso de Tite, dos demais integrantes da comissão técnica e dos jogadores no Centro de Treinamentos do Tottenham antes da partida foi posar para a foto oficial da delegação para a Copa.

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Desta vez, ao contrário do que ocorreu em 1990, às vésperas da Copa da Itália, não teve polêmica no ritual.

Se a seleção conquistar o hexa, cada jogador vai receber R$ 3,7 milhões. O prêmio a ser pago pela Fifa à CBF, em caso de conquista do título, será de R$ 146 milhões. A premiação aos jogadores será a maior já feita pela entidade que dirige o futebol a um campeão do mundo.

Em 1990, a negociação pelos prêmios foi conturbada e gerou muita confusão no momento da foto oficial. O presidente da CBF era Ricardo Teixeira, no cargo há menos de um ano.

A Seleção Brasileira vinha de boas atuações na Copa América de 1989, disputada no Brasil e vencida pelos brasileiros, após 40 anos. O técnico era Sebastião Lazaroni, colocado no posto após bom retrospecto como treinador de Vasco e Flamengo.

Nas Eliminatórias Sul Americanas para o Mundial da Itália, o Brasil encontrou dificuldades, mas conseguiu a classificação. Mas quando tudo parecia caminhar bem para a disputa do tetracampeonato, veio a confusão no dia da foto oficial, na Granja Comary, local de treinos da equipe, em Teresópolis.

Não houve acordo entre a direção da CBF e líderes do grupo de jogadores, Dunga, Ricardo Rocha, Romário e Bebeto entre eles.

A Pepsi Cola era a patrocinadora oficial da Seleção Brasileira. Em protesto contra o valor da premiação oferecido pela empresa, os jogadores resolveram encobrir com a mão direita a logomarca do refrigerante estampado no lado esquerdo dos uniformes de treinos e jogos da seleção.

PARECIA UM GESTO PATRIÓTICO, MAS A MÃO LEVADA AO PEITO ENCOBRIA O PATROCINADOR
DA SELEÇÃO, COMO PROTESTO

Em princípio, ficou a impressão de ser um gesto patriótico. Posteriormente o real significado do ato veio à tona. Tratava-se de uma represália, contra a CBF e a Pepsi Cola.

O clima ficou tenso antes da viagem para a Itália. Outros fatores contribuíram para que a seleção de Lazaroni fizesse uma campanha pífia na competição.

O elenco era dividido. Houve a formação de vários grupos, que brigavam pelo comando da equipe, tudo sob os olhares complacentes e omissos do técnico Sebastião Lazaroni que, antes mesmo do início do torneio, fechou contrato para dirigir a equipe italiana da Fiorentina, o que acabou acontecendo logo após o término da copa.

Sem comando sobre os jogadores, Sebastião Lazaroni mostrava mais preocupação em assinar contratos publicitários. Foi a estrela principal de um comercial da Fiat, em pleno mundial.

Na primeira fase, o Brasil derrotou a Suécia (2 a 1) e Costa Rica e Escócia, por 1 a 0. Nas oitavas de final, perdeu por 1 a 0 para a Argentina, com grande jogada de Maradona e gol de Canniggia.

A triste performance só não foi pior do que a de 1966, quando o sonho do tri, de uma seleção que tinha Pelé e Garrincha, virou vexame histórico.

O Brasil foi eliminado logo na primeira fase, após vitória sobre a Bulgária por 2 a 0, (gols de Pelé e Garrincha) e derrotas por 3 a 1 para Portugal e Hungria.

CONTRATO DE TITE

A CBF quer garantir a sequência do trabalho do técnico Tite, muito elogiado pelo seu trabalho durante as Eliminatórias Sul Americanas e hoje quase uma unanimidade nacional.

A entidade procurou o treinador para tentar renovar o seu contrato. O técnico respondeu que não quer tratar da renovação agora, só após o término do mundial.

Tite ganha o segundo maior salário entre todos os técnicos do Mundial da Rússia. O treinador brasileiro recebe anualmente R$ 14,5 milhões, a mesma quantia de Didier Deschamps, que comanda a seleção francesa.

Joachim Löw, técnico da Alemanha, recebe R$ 15,9 milhões, e é o primeiro da lista dos mais bem pagos da Copa da Rússia.

INTERESSE DO REAL MADRID

Segundo a Rádio Sagres, da Espanha, Tite está sendo cotado para assumir o Real Madrid, que está sem técnico desde a saída de Zinedine Zidane.

O que conta a favor de Tite para fechar acordo com o Real é o fato de a equipe espanhola ter jogadores brasileiros no elenco. Marcelo e Casemiro já estão no Real.

Vinícius Jr foi adquirido ao Flamengo e em breve embarcará para Madri.

Outro jogador brasileiro que pode se transferir para o clube espanhol é o atacante Rodrygo, do Santos.

 

FOTO: Lucas Figueiredo/CBF/Divulgação