Brasil

Brasil cumpriu a Constituição,diz vice-presidente dos EUA


Joe Biden tratou a situação do Brasil como uma “transição de poder” prevista na Constituição. Foi a primeira manifestação oficial do governo americano sobre as mudanças políticas desde que Michel Temer tomou posse


  Por Agência Brasil 07 de Setembro de 2016 às 23:34

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


Em palestra no Banco de Desenvolvimento da América Latina, em Washington, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesse domingo (7) que o Brasil está seguindo a sua Constituição ao fazer uma "transição de poder".

O político americano acrescentou que os Estados Unidos vão trabalhar de forma estreita com o presidente Michel Temer para ajudar o povo brasileiro a enfrentar os desafios nos "momentos econômicos e políticos difíceis".

Essa foi a primeira manifestação oficial do governo dos Estados Unidos sobre as mudanças políticas no Brasil, desde que o presidente Michel Temer tomou posse em 31 de agosto último. 

Em um discurso sobre "mudanças políticas substanciais" que estão ocorrendo na América Latina, o vice-presidente dos Estados Unidos mencionou vários países, mas citou primeiramente o caso do Brasil. Segundo Biden, o Brasil "é e continuará sendo um dos associados mais importantes da região". 

O vice-presidente disse que os Estados Unidos continuarão a trabalhar para que o hemisfério ocidental seja "o hemisfério mais importante do mundo". Ele lembrou que mais de 50% das exportações norte-americanas são atualmente dirigidas para países do hemisfério ocidental.

Sem citar diretamente o candidato do Partido Republicano, Donald Trump, Joe Biden disse: "Não podemos construir muros para nos proteger de problemas que não conhecem fronteiras".

A palestra de Joe Biden abriu a 20ª Conferência Anual do Banco de Desenvolvimento da América Latina, que teve a participação também do Diálogo Interamericano e da Organização dos Estados Americanos. 

O evento tem como objetivo analisar as políticas dos Estados Unidos e da América Latina em favor da integração hemisférica. Participam do evento cerca de 1.600 pesquisadores de universidades norte-americanas, representantes de governos e analistas políticos.