Brasil

Bolsonaro mantém liderança em São Paulo com 33% ante Alckmin (14%) e Haddad (12%)


Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Paulo Skaf (MDB) continuam tecnicamente empatados em primeiro lugar, de acordo com pesquisa do Ibope


  Por Estadão Conteúdo 25 de Setembro de 2018 às 20:00

  | Agência de notícias do Grupo Estado


Pesquisa Ibope/Estado/TV Globo feita apenas com eleitores paulistas e divulgada nesta terça-feira (25/09), mostra que o candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, se manteve na liderança isolada da corrida presidencial em São Paulo, com 33% das intenções de voto, e ampliou a vantagem em relação aos principais adversários.

Bolsonaro subiu de 30% para 33% entre os paulistas. Empatados tecnicamente em segundo lugar, Geraldo Alckmin (PSDB) oscilou de 13% para 14%, Fernando Haddad (PT) passou de 13% para 12% e Ciro Gomes (PDT) oscilou para cima, de 8% para 10%. Marina Silva (Rede) manteve a tendência de queda, passando de 6% para 4%.

Na pesquisa feita há duas semanas, Bolsonaro e Alckmin chegaram a aparecer empatados tecnicamente, quase no limite da margem de erro (23% a 18%), que era de três pontos percentuais naquele levantamento. Há uma semana, o candidato do PSL abriu 17 pontos de vantagem sobre o tucano, e agora ampliou a distância para 19 pontos.

Haddad se estabilizou depois de praticamente dobrar sua taxa de intenção de votos entre os dias 10 e 19 de setembro. Ele foi oficializado como cabeça da chapa do PT no dia 11, após o indeferimento da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato.

A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 24 de setembro. Foram entrevistados 2.002 votantes. A margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O registro no Tribunal Superior Eleitoral foi feito sob o protocolo BR-01797/2018.
 
CAMPANHA ESTADUAL
 
Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Paulo Skaf (MDB) continuam tecnicamente empatados em primeiro lugar, diz a mais recente pesquisa eleitoral Ibope/Estado/TV Globo. Skaf aparece com 24% e Doria, com 22%. A margem de erro é de dois pontos porcentuais. Em relação à última pesquisa Ibope, divulgada em 19 de setembro, Skaf ficou estável e Doria oscilou negativamente em um ponto.

Em terceiro lugar aparece Márcio França, com 12% - ele cresceu três pontos em relação à última pesquisa. Em seguida, o levantamento mostra Luiz Marinho (PT), que oscilou negativamente de 8% para 6%; e Major Costa e Silva (DC), com 4% - dois pontos a mais em relação à pesquisa anterior, dentro da margem de erro. Mais atrás, vêm Professora Lisete (PSOL), com 2%, e Marcelo Cândido (PDT), Professor Claudio Fernando (PMN), Rodrigo Tavares (PRTB), Toninho Ferreira (PSTU), Rogerio Chequer (Novo) e Lilian Miranda (PCO), cada um com 1%.

Se considerada a intenção de voto espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Doria aparece com 9% - oscilação negativa de um ponto em relação à última pesquisa. Skaf segue empatado tecnicamente, com 10%, oscilando um ponto para cima.
 
O terceiro lugar é de Márcio França, com 6% das intenções, oscilação positiva de dois pontos em comparação ao levantamento do dia 19 de setembro. Luiz Marinho tem 3%, um ponto acima da pesquisa anterior. Os outros candidatos não pontuaram. Brancos e nulos somaram 23%; entrevistados que não souberam ou não quiseram responder foram 45%.

O Ibope também pesquisou como seria um segundo turno entre Doria e Skaf. Nesse cenário, Skaf abriu uma diferença de oito pontos em relação ao adversário -o emedebista ficaria com 39%, um ponto percentual a mais do que na última pesquisa, contra 31% do tucano, que caiu três pontos.
 
Isso significa que, mesmo considerando a margem de erro, Skaf seria o vencedor se o segundo turno fosse hoje. Brancos e nulos somam 23%. Já os que não sabem ou não responderam representam 7%.