Brasil

Bloqueio de estradas e paralisações de ônibus em protestos contra a reforma


Manifestantes fecharam trechos das rodovias Regis Bittencourt, no Km 274, e Dutra, no Km 214. Às 8h, a Polícia Militar liberou a pista


  Por Estadão Conteúdo 19 de Fevereiro de 2018 às 11:20

  | Agência de notícias do Grupo Estado


As principais centrais sindicais do País convocaram para esta segunda-feira (19/02), um dia de paralisações em todo o País para protestar contra a reforma da Previdência.

Em São Paulo, durante a manhã, manifestantes da CUT e CTB fecharam trechos das rodovias Regis Bittencourt, no Km 274, e Dutra, no Km 214. Às 8h, a Polícia Militar liberou a pista.

Professores da rede municipal da capital paulista também aderiram à paralisação e algumas escolas estão sem aula nesta segunda.

Um protesto dos trabalhadores suspendeu a coleta de lixo em Sorocaba, no interior do Estado. A previsão é de que o serviço seja normalizado ainda pela manhã.

Os motoristas e cobradores de ônibus das cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e Guarulhos também protestaram contra a reforma da Previdência no início da manhã.

Em Santo André, o sindicato da categoria não deixou os ônibus municipais e intermunicipais saírem do Terminal Oeste. Às 7h30 acabou a paralisação e houve a liberação dos coletivos. Longas filas de ônibus se formaram nos terminais.

Em São Bernardo do Campo, os trólebus ficaram parados no terminal intermunicipal e os ônibus movidos à diesel fizeram trajetos alternativos. Em Guarulhos, 85 linhas intermunicipais não saíram da garagem. Ônibus voltaram a circular a partir das 7h30.

LEIA MAIS: Déficit da Previdência cresce e chega a R$ 180 bilhões

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, as centrais definiram uma estratégia de intensificar as ações nas ruas e nas redes sociais. "Nossa luta é para enterrar de vez a reforma da Previdência", afirmou.

Logo no início da manhã, manifestantes da CTB, Intersindical e CPSConlutas ocuparam o saguão principal do aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital.

Durante o protesto, o presidente da CTB, Adilson Araújo, condenou o governo, que, segundo a central, quer aprovar a toque de caixa uma Previdência "regressiva", que penalizará o trabalhador mais pobre.

"Essa paralisação tem o intuito de levar ao conhecimento da população o intento dessa agenda ultralibertal do governo", afirmou.

FOTO: Alice Vergueiro/Estadão Conteúdo