Brasil

Basquete masculino conquista vitória heroica


Como nos velhos tempos, a seleção brasileira derrotou a forte Espanha por 66 a 65. A equipe dirigida pelo técnico argentino Rubén Magnano contou com o apoio dos torcedores para superar a campeã europeia


  Por Wladimir Miranda 09 de Agosto de 2016 às 20:00

  | Repórter vmiranda@dcomercio.com.br


O basquete masculino do Brasil voltou no tempo e reviveu um pouco das glórias do passado nesta terça-feira, 9/08, nos Jogos Olímpicos Rio-2016. Com o apoio dos torcedores presentes à Arena Carioca 1, a equipe dirigida pelo técnico argentino Rubén Magnano derrotou a forte Espanha por 66 a 65.

Vitórias como esta eram comuns nas décadas de 1950 e 1960, até o início dos anos 70. Épocas de jogadores inesquecíveis como Wlamir Marques, Ubiratan, Rosa Branca, entre outros, que brilharam e conquistaram o mundo. A seleção brasileira foi bicampeã do mundo, em 59 e 63, e ficou em segundo lugar em 1954 e em 1970. Depois veio a geração de Oscar, que também brilhou.

Nos últimos anos, o basquete masculino brasileiro acumulou fracassos. Hoje, até o astro espanhol Pau Gasol sofreu com a pressão da torcida brasileira. O espanhol não conseguiu brilhar, fato que acabou contribuindo para o fraco desempenho dos espanhóis.

Mesmo não jogando tudo o que sabe, Gasol foi o cestinha da partida, com 13 pontos. Com a segunda derrota seguida na competição, a Espanha viu a sua situação se complicar e vai ter de ganhar seus próximos três confrontos para continuar no torneio. A seleção da Espanha é a atual campeã europeia e conquistou a medalha de prata nos dois últimos jogos olímpicos.

A próxima adversária do Brasil será a Croácia, na quinta-feira (11/08), às 14h15 (de Brasília), em outro jogo complicado para os brasileiros. A Espanha enfrentará a Nigéria, no mesmo dia, às 19h.

BASQUETE FEMININO SOFRE TERCEIRA DERROTA

A seleção brasileira de basquete feminino precisava vencer a Belarus para manter as chances de classificação à próxima fase da Olimpíada. Mas o bom começou no jogo, quando abriu 18 pontos de vantagem, não foi suficiente para conseguir a vitória.

Tensa na quadra, a seleção cometeu muitos erros e permitiu a virada da Belarus. O erro fatal foi cometido por Iziane, que errou um arremesso no último segundo, permitindo a vitória das adversárias, por 65 a 63, em jogo disputado na Arena da Juventude.

A situação do Brasil ficou muito complicada no Grupo A. Com três derrotas em três jogos, Austrália, Japão e Belarus, está na quinta colocação, mas corre o risco de terminar em último lugar, dependendo do resultado de Japão e Turquia, que se enfrentam ainda hoje.

NO JUDÔ, MARIANA SILVA CAI NO FINAL

Era a segunda participação da judoca Mariana Silva nos Jogos Olímpicos. E ela não decepcionou. Derrotou favoritas e só foi superada pela atual líder do ranking até 63 kg. Na disputa da medalha de bronze foi derrotada pela holandesa Anicka Vam Emden, que lhe aplicou um yuko.

Nos dois confrontos anteriores entre Mariana e a holandesa, a vitória havia sido da judoca da Holanda. Anicka dominou as ações da luta, enquanto a brasileira evitou os golpes. Um yuko foi suficiente para a holandesa conseguir a medalha de bronze.

Na luta de estreia, Mariana Silva ganhou da húngara naturalizada ganesa Szandra Szogedi, com um estrangulamento, que obrigou a rival a desistir com três tapas em suas costas, caracterizando o ippon.

Depois, Mariana derrotou a alemã Martina Trajdos e a campeã mundial Yarley Grebi, chegando à final, contra a eslovena Tina Trstenjak, campeã mundial, europeia e atual líder do ranking.

IMAGEM: Agência Brasil