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Atacadistas de São Paulo abriram 1,5 mil vagas em abril


Esse é o quarto saldo positivo consecutivo e, com isso, o estoque ativo do setor atingiu 502 mil vínculos empregatícios, de acordo com a FecomercioSP


  Por Redação DC 20 de Junho de 2018 às 11:17

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O comércio atacadista no Estado de São Paulo abriu 1,5 mil vagas de trabalho formais no quarto mês do ano, resultado de 16,3 mil admissões e 14,7 mil desligamentos, o melhor desempenho para um mês de abril desde 2012.

Esse é o quarto saldo positivo consecutivo e, com isso, o estoque ativo do setor atingiu 502 mil vínculos empregatícios, o maior patamar desde novembro de 2015 – alta de 2,1% em relação a abril de 2017.

No acumulado do ano, o saldo é positivo em 3.921 empregos celetistas. Esse é também o melhor desempenho para o primeiro quadrimestre desde 2014.

Os dados são da Pesquisa de Emprego no Comércio Atacadista do Estado de São Paulo (PESP Atacado), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e das informações sobre movimentações declaradas pelas empresas do atacado paulista.

A pesquisa mostra o comportamento do mercado de trabalho formal do comércio atacadista em 16 regiões e dez ramos de atividade.

Em abril, apenas uma das dez atividades pesquisadas registrou saldo negativo de empregos formais: o grupo de outras atividades (-40 vagas).

Por outro lado, entre os segmentos que tiveram saldo positivo, os destaques ficaram por conta dos segmentos de produtos farmacêuticos e higiene pessoal (485 vagas) e atacado de papel, resíduo, sucatas e metais (332 vagas).

No acumulado de 12 meses, os destaques foram as atividades de alimentos e bebidas (4,2 mil vagas) e de produtos farmacêuticos (2,2 mil vagas). Apenas o setor de materiais de construção, madeira e ferramentas registrou desempenho negativo nesse mesmo período, com fechamento de 19 vagas.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, as 1,5 mil vagas celetistas criadas em abril pelo setor sinalizam uma reversão na perda registrada em 2015 e 2016, após pequeno saldo positivo em 2017, quando foram criados 576 novos postos de trabalho com carteira assinada.

Ainda segundo a Entidade, de maneira geral, o mercado de trabalho do comércio atacadista segue em processo de recuperação.

Mesmo que entre os meses de maio e junho a paralisação dos caminhoneiros tenha criado um ambiente de incertezas, não se espera que isso freie o processo de continuidade da geração de emprego formal no atacado paulista.

ATACADO PAUSLITANO 

No quarto mês do ano, o comércio atacadista da capital paulista criou 637 vagas formais. Entre as dez atividades analisadas, destacou-se o bom desempenho dos atacados de produtos farmacêuticos e higiene pessoal (275 vagas); de alimentos e bebidas; e de máquinas de uso comercial e industrial (ambos com 79 vagas).

O único setor que registrou mais desligamentos do que admissões em abril foi o de materiais de construção, madeira e ferramentas (-79 vagas).

No acumulado de 12 meses, são 2,7 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, com liderança do grupo de alimentos e bebidas (1,1 mil vagas), seguido pelo de produtos farmacêuticos e de higiene pessoal (974 vagas).

As únicas atividades que registraram desempenho negativo foram as de materiais de construção, madeira e ferramentas (-356 empregos); e de máquinas de uso comercial e industrial (-85 vagas). Dessa forma, o atacado paulistano encerrou o mês com um estoque ativo de 208 mil trabalhadores formais, alta de 1,3% em relação a abril de 2017.

METODOLOGIA 

A Pesquisa de Emprego no Comércio Atacadista do Estado de São Paulo (PESP Atacado) analisa o nível de emprego do comércio atacadista.

O campo de atuação está estratificado em 16 regiões do Estado de São Paulo e dez atividades do atacado: alimentos e bebidas; produtos farmacêuticos e higiene pessoal; tecidos, vestuário e calçados; eletrônicos e equipamentos de uso pessoal; máquinas de uso comercial e industrial; material de construção, madeira e ferramentas; produtos químicos, metalúrgicos e agrícolas; papel, resíduos, sucatas e metais; energia e combustíveis; e outras atividades.

As informações são extraídas dos registros do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e das informações sobre movimentação declaradas pelas empresas do atacado paulista.

FOTO: Thinkstock