Brasil

Agora, o México


Com gols de Paulinho (foto) e Thiago Silva, o Brasil derrotou a Sérvia e está nas oitavas de final da Copa da Rússia. Segunda-feira, às 11hs, enfrenta o México. A Alemanha está fora


  Por Wladimir Miranda 27 de Junho de 2018 às 17:50

  | Repórter vmiranda@dcomercio.com.br


A Seleção Brasileira está nas oitavas de final da Copa da Rússia. Nesta quarta-feira, 27/06, derrotou a Sérvia por 2 a 0. Os gols foram marcados por Paulinho e Thiago Silva.

Com o resultado ficou em primeiro lugar em seu grupo e enfrenta o México, segunda-feira, 2/07, em Samara, às 11hs, horário de Brasília.

O Brasil começou bem. O ataque chegava ao campo do adversário com velocidade. A Sérvia adiantava suas linhas, dificultava a saída de bola do time brasileiro, mas não conseguia incomodar nem nas bolas alçadas sobre a área, a sua especialidade.

Mas logo aos oito minutos, um susto: Marcelo reclamou de dores e pediu substiuição. Filipe Luís entrou em seu lugar. Saiu um jogador do Real Madrid, entrou o lateral do rival Atlético de Madrid. Como o Brasil precisa só do empate para se classificar e Filipe Luís é um lateral mais defensivo, tudo bem. Sem problemas.

Em velocidade, com toques curtos, a Seleção Brasileira criou duas boas chances. Aos 24 minutos, Neymar exigiu boa defesa do goleiro sérvio. Aos 29, Gabriel Jesus demorou para concluir e possibilitou a recuperação da defesa.

Aos 35 minutos, o gol do Brasil. E foi um golaço de Paulinho. Phillippe Coutinho fez um lançamento monumental, no melhor estilo de Gérson, só que com o pé direito, e Paulinho, na sua característica, apareceu livre para encobrir o goleiro. 1 a 0.

Após o gol, o Brasil começou a tocar a bola, sem objetivo. Esta é uma característica marcante das equipes dirigidas por Tite. Afinal, 1 a 0 estava bom demais para quem só precisava do empate para avançar às oitavas-de-final.

Na volta do intervalo, o Brasil retomou o domínio da partida. A Sérvia incomodava pouco. Como aos 15 minutos, quando exigiu boa defesa de Alisson.

O segundo gol surgiu aos 19 minutos. Neymar bateu escanteio da esquerda e Thiago Silva subiu mais do que os gigantes sérvios e fez 2 a 0.

Só para lembrar, a média de altura do time servo é dez centímetros maior do que a equipe comandada por Tite. 

Tite fez uma alteração necessária. Tirou Coutinho, com dois cartões amarelos, e colocou Renato Augusto.

A Sérvia herdou o jeito de jogar dos iugoslavos que, nos anos de 1960 e 1970, eram chamados de brasileiros da Europa, dada a habilidade no trato com a bola.

A Iugoslávia acabou em 1992. Deu origem à Eslovênia, Croácia, Macedônia, Bósnia e Herzegovina e República Federal da Iugoslávia, denominada a partir de então de Sérvia e Montenegro.

Guerras por causa de diferenças étnicas e religiosas passaram a assombrar a região, tendo à frente os partidários do nacionalismo sérvio de direita.

Os confrontos resultaram na separação de Montenegro e o surgimento da atual configuração territorial da Sérvia, em 2006.
Nos dois jogos desta quarta-feira, que definiram o adversário do Brasil, uma enorme surpresa.

A Coréia do Sul derrotou a Alemanha por 2 a 0 e eliminou os últimos campeões mundiais da Copa da Rússia. Foi a primeira vez que a Alemanha foi eliminada na fase de grupos.

A equipe dirigida por Joachim Löw entrou em campo, em Kazan, motivada por ter derrotada a Suécia por 2 a 1 no sábado, mas não conseguiu furar o bloqueio coreano.

Embora tenha criado algumas chances para marcar, os alemães mostraram um futebol sem criatividade.

A eliminação alemã foi comemorada com muita festa pelos brasileiros. Em São Paulo, houve buzinaço na região central e em vários bairros. Foi a vingança brasileira pelos 7 a 1 aplicados pela seleção alemã no Brasil, na Copa de 2014.

No outro jogo do grupo E, a Suécia ganhou do México por 3 a 0 e ficou em primeiro lugar.

 

* Wladimir Miranda trabalhou durante anos como jornalista esportivo. Cobriu as copas de 1990, na Itália, e de 1998, na França, além de inúmeros torneios internacionais, como a Copa Libertadores da América, Copa América e Mundial Interclubes. Foi repórter nas editorias de esportes da Gazeta Esportiva, Diário Popular, Agência Estado e Jornal da Tarde. É autor da biografia Artilheiro indomável, as incríveis histórias de Serginho Chulapa, publicado pela Publisher, na terceira edição.

 

IMAGEM: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images