Brasil

ACSP presta homenagem aos heróis de 1932


Por meio do Comitê de Civismo e Cidadania (Coccid), a entidade relembrou a revolução que abriu caminho para a primeira Constituição democrática do país


  Por Redação DC 09 de Julho de 2020 às 19:13

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Reunião virtual do Comitê de Civismo e Cidadania (Coccid), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), homenageou o Movimento Constitucionalista de 1932, comemorado em 9 de julho.

A história heroica de paulistas, que pegaram em armas para derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas e convocar uma Assembleia Nacional Constituinte, foi lembrada em detalhes, recitada em poemas e em estrofes de canções.

O jurista Ives Gandra Martins destacou que a Revolução de 32 foi marco do “primeiro momento do constitucionalismo brasileiro”, que abriu caminho para implantação da primeira Constituição democrática do país anos mais tarde, em 1934.

“São Paulo permitiu ao Brasil ter uma Constituição pátria, com princípios gerados dentro da própria nacionalidade”, disse Gandra.

Por causa da pandemia do novo coronavírus, o feriado de Nove de Julho foi antecipado pelo governo do estado de São Paulo. Mas Alfredo Cotait Neto, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), disse que a data não passará em branco.

“Vamos comemorar a data presencialmente na primeira oportunidade que tivermos”, disse. “É uma história que precisamos valorizar e fazer chegar aos nossos filhos e netos”, enfatizou Cotait.

Está pré-agendada para outubro a outorga da principal comenda da ACSP, o Colar Carlos de Souza Nazareth, oportunidade para comemorar o Nove de Julho. O nome do prêmio homenageia o presidente da ACSP durante o Movimento Constitucionalista, que teve papel importante na revolução, como lembrou o Coronel Luiz Eduardo Arruda, membro do Coccid.

Quando os recursos para manter a revolução viva faltaram, Carlos de Souza Nazareth iniciou a campanha “Ouro para o bem de São Paulo”, motivando os paulistas a doarem recursos para manter as tropas.

São Paulo foi vencida no campo de batalha, mas deixou para o Brasil o legado da democracia.

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