Brasil

ACSP comemora aniversário de São Paulo no Obelisco


“O país precisa respirar cada vez mais civismo e amor à Pátria”, disse Adolfo Savelli (foto), coordenador do Conselho Cívico e Cultural da entidade


  Por Wladimir Miranda 24 de Janeiro de 2019 às 11:00

  | Repórter vmiranda@dcomercio.com.br


A Associação Comercial de São Paulo – ACSP -, em parceria com mais seis entidades, deu início na manhã desta quarta-feira (23/01), às solenidades de comemoração do aniversário da cidade de São Paulo, que completa 465 anos de fundação na sexta-feira, 25/01.

O evento foi realizado no Monumento Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932, o Obelisco do Ibirapuera, na Zona Sul. A solenidade foi aberta ao público.

“São Paulo é o lar da Associação Comercial e de milhões de pessoas, vindas de todas as partes do mundo, que buscam aqui a realização de seus sonhos. Parabéns a esta terra rica e empreendedora, a locomotiva do nosso Brasil”, afirmou Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo – Facesp.

José Marcelo Nascimento, presidente da Associação Eu Amo o Brasil, uma das entidades que apoiaram as solenidades, falou da importância que São Paulo tem neste momento de “resgatar o amor pelo país”.

A entidade tem mais de três mil associados e já colocou bandeiras do Brasil em vários pontos da cidade.

“Colocamos o pavilhão nacional em avenidas movimentadas como as marginais dos rios Tietê e Pinheiros, na Avenida Brasil, e em outros locais de grande movimentação, como o Largo da Batata, em Pinheiros”, disse ele.

“A nossa entidade não é de direita e nem de esquerda. Para nós, o mais importante é ser brasileiro”, afirmou.

A Sociedade Veteranos de 32 – MMDC -, o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, o Instituto de Engenharia, a Sociedade Amigos da Cidade e a Academia Paulista de Histórias são as outras entidades/parceiras da ACSP que contribuíram para a realização do evento.

Houve hasteamento de bandeiras e apresentação da Banda da Guarda Civil Metropolitana – GCM.

Adolfo Savelli, (foto), conselheiro e coordenador geral do Conselho Cívico e Cultural da ACSP, disse que “o país precisa respirar cada vez mais civismo e amor à Pátria”.

Luiz Gonzaga Bertelli, presidente da Academia Paulista de História, falou sobre a importância de São Paulo para o país.

A poesia “Oração à Cidade de São Paulo”, do poeta Paulo Bomfim, foi declamada por Pedro Paulo Penna Trindade, membro do Conselho Cívico e Cultural da ACSP.

O evento foi encerrado com a palestra “Morte e Ressurreição da Capitania de São Paulo no Século XVlll”, com Jorge Pimentel Cintra, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

LOCAL SIMBÓLICO

HINO NACIONAL FOI EXECUTADO PELA BANDA DA GCM
O HINO NACIONAL FOI EXECUTADO PELA BANDA DA GCM

No interior do mausoléu, o presidente da Academia Paulista de História Luiz Gonzaga Bertelli, fez a palestra sobre o aniversário da cidade de SP.

Ele contou detalhes da história do Mausoléu e do Obelisco. “Este lugar é o símbolo da Revolução Constitucionalista de 1932. O Obelisco é o maior monumento da metrópole, com 72 metros de altura, inaugurado no dia 9 de julho de 1955. É um notável projeto do consagrado escultor ítalo-brasileiro Galileo Emendabile, que veio ao Brasil em 1923 fugindo do regime fascista que vigorava na Itália”.

Bertelli destacou que a história da guerra paulista foi escrita e por essa razão hoje é possível analisá-la e estudar sua gênese e consequências.

Para ele, uma frase que resume o espírito de heroísmo e sacrifício que dirigiu os combatentes é a que está escrita na parte da base do monumento, junto da entrada da capela e da cripta: “Viveram pouco para morrer bem, morreram jovens para viver sempre”.

A inscrição é de autoria do jornalista pinhalense Benedito Machado Florence, embora, segundo explicou Bertelli, também é comumente atribuída a Guilherme de Almeida, que foi advogado, jornalista e poeta.

Bertelli contou que foi no dia 25 de janeiro, em que a igreja comemora a conversão de São Paulo Apostolo, que, em 1554, no planalto de Piratininga, o Padre Manoel de Paiva rezou a primeira missa, coadjuvado por oito sacerdotes jesuítas e pelo ainda seminarista, José de Anchieta, cuja ordenação aconteceria somente 15 anos mais tarde, em 1569.

Sobre os dias atuais Bertelli citou números sobre a cidade contando que aqui hoje vivem mais de 21 milhões de habitantes. “SP é a estrela luminosa de uma região metropolitana de 39 municípios.

Por mais que se afirme, hoje, que a cidade parou de crescer, ela continua a ser um polo de atração para todo o território brasileiro, graças ao dinamismo de sua vida econômica, social e cultural”. Para ele, a grande e patriótica aspiração e o verdadeiro sonho é que o Brasil seja todo ele, de molde uniforme, um imenso São Paulo.

O coordenador do Conselho Cívico e Cultural, Adolfo Savelli, lembrou que a ACSP, nos seus 124 anos, tem participado de todos os eventos importantes da cidade. “Esse local tem uma simbologia especial, pois inspira civismo, patriotismo e amor a SP e ao Brasil”.

Ele elogiou a iniciativa da entidade Eu Amo o Brasil pela doação das bandeiras que foram hasteadas em torno do Obelisco. Contou que até 1987 a cidade não tinha uma bandeira oficial e nas solenidades oficiais o brasão do município era colocado sobre um fundo branco.

“A partir de então, graças ao ex-procurador do Estado e conselheiro da ACSP, Lauro Ribeiro Escobar, que sugeriu colocar o brasão da década de 1910 sobre a Cruz da Ordem de Cristo como forma de homenagear os jesuítas que ajudaram a fundar a cidade, São Paulo passou a ter uma bandeira oficial”, revelou Savelli.

O presidente do Instituto Histórico e Geográfico, Jorge Pimentel Cintra, fez palestra com o tema “Morte e Ressurreição da Capitania de São Paulo no Século XVIII”.

Ele, que também é professor, deu uma rica aula, falando sobre o papel do açúcar na ressurreição da cidade, concluindo o tema com exemplos e missões para os tempos de hoje. “Temos que acreditar e trabalhar. A missão é seguir em frente, pois o Brasil precisa de cada um de nós”.

Já o presidente da Sociedade Amigos da Cidade, professor e jornalista J.B. Oliveira, encerrou a solenidade com uma frase de Tiradentes. “Se todos quisermos, poderemos fazer deste País uma grande nação”.

Também prestigiaram o evento o deputado estadual Castelo Branco; o presidente da Associação Paulista de Imprensa, Sérgio de Azevedo Redó; os representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Umberto Luiz Borges D´Urso e Tallulah Kobayashi de Andrade Carvalho; o presidente do Instituto de Engenharia, Eduardo Lafraia; e o representante da Academia Paulista de Letras, o embaixador e escritor Synesio Sampaio Goes Filho.

*Com Liane Lossano e Renato Santana de Jesus/ACSP

 

 

FOTOS: Wladimir Miranda/Diário do Comércio e Liane Lossano/Assessoria de imprensa ACSP